<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2511170023009692551</id><updated>2011-06-08T03:36:56.739-03:00</updated><title type='text'>quatro cantos de mundo</title><subtitle type='html'>.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://quatrocantosdemundo.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2511170023009692551/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quatrocantosdemundo.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Daniel Farias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08232299200197980527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-kZo7Ow4zgyw/TVQkmMdWZDI/AAAAAAAAAMI/xb0Ll22nKXs/s220/Dan_MairaLins1.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>35</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2511170023009692551.post-9142699419888833313</id><published>2008-06-19T02:04:00.006-03:00</published><updated>2008-07-07T00:22:36.914-03:00</updated><title type='text'>Clareza - Clicar para conseguir ler...</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_NrkMS2r3Fpg/SFnprzNiNvI/AAAAAAAAADk/rwGyqLH0I3k/s1600-h/clareza.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 388px; height: 575px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_NrkMS2r3Fpg/SFnprzNiNvI/AAAAAAAAADk/rwGyqLH0I3k/s400/clareza.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5213454982348682994" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_NrkMS2r3Fpg/SFno-pfPZaI/AAAAAAAAADc/RxGIqyHuUa8/s1600-h/clareza.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2511170023009692551-9142699419888833313?l=quatrocantosdemundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quatrocantosdemundo.blogspot.com/feeds/9142699419888833313/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2511170023009692551&amp;postID=9142699419888833313&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2511170023009692551/posts/default/9142699419888833313'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2511170023009692551/posts/default/9142699419888833313'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quatrocantosdemundo.blogspot.com/2008/06/blog-post.html' title='Clareza - Clicar para conseguir ler...'/><author><name>cicero</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12391951545223488682</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_NrkMS2r3Fpg/Sa8uoLjsbkI/AAAAAAAAAFw/mRdb2fO10U8/S220/euuuu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_NrkMS2r3Fpg/SFnprzNiNvI/AAAAAAAAADk/rwGyqLH0I3k/s72-c/clareza.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2511170023009692551.post-4121310010408809173</id><published>2008-06-15T18:47:00.001-03:00</published><updated>2008-06-15T18:47:46.685-03:00</updated><title type='text'>escolha de bravatas</title><content type='html'>seria mais um dia comum na escola de gravatas para seus alunos e professores. e talvez o tenha sido mesmo, exceto para ele, que entrou atrasado na aula, trajando uma gravata florida. as cores chamavam atenção naquela névoa vestida de preto e branco e confinada em quatro paredes. estavam todos sentados, calados, fingindo para eles mesmos estarem atentos. os olhos estavam mesmo parados, mas os ouvidos eram vazios e as mentes distantes. o homem da gravata florida sentou, ao fundo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ao se inteirar do assunto, entendeu tratar-se de uma aula sobre nó e bom gosto. o discurso prosseguia e o respeito ao mesmo também. o rapaz começou a se perguntar em voz descuidadosamente alta para um pensamento: se ele quer que usemos um nó existente, por que só ele usa esse? será que ninguém percebe que a gravata não está combinando? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;seus colegas, assustados, pediram-lhe cautela: ta maluco rapaz?! fala baixo! mas sou só eu que estou vendo isso? claro que não, mas o cara é o cara. você não tem medo não? é rapaz, respeita! e o que é que eu faço na prova? eu posso folgar esse nó? eu posso vir sem gravata? não sei o que você ganha com isso, além de zero. repete o que ele pensa né? diz que o nó dele é o melhor. mas eu nunca vou usa-lo! não importa, o que interessa é que ele vai ouvir o que quer ouvir &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o rapaz ajeitou sua postura. escolheu um ponto fixo à sua frente e, uma por uma, foram murchando as suas flores.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2511170023009692551-4121310010408809173?l=quatrocantosdemundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quatrocantosdemundo.blogspot.com/feeds/4121310010408809173/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2511170023009692551&amp;postID=4121310010408809173&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2511170023009692551/posts/default/4121310010408809173'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2511170023009692551/posts/default/4121310010408809173'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quatrocantosdemundo.blogspot.com/2008/06/escolha-de-bravatas.html' title='escolha de bravatas'/><author><name>Daniel Farias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08232299200197980527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-kZo7Ow4zgyw/TVQkmMdWZDI/AAAAAAAAAMI/xb0Ll22nKXs/s220/Dan_MairaLins1.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2511170023009692551.post-6156703482019226265</id><published>2008-05-30T10:06:00.001-03:00</published><updated>2008-05-30T10:08:34.075-03:00</updated><title type='text'>A vida cabe nos autos?</title><content type='html'>&lt;em&gt;Relatório para a disciplina Processo do Trabalho - Audiência&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vou mentir, dizer que ela era como os "outros". Não. Os "outros" vinham pequenos, porque se sentiam pequenos naquele prédio grande, de elevador e escada rolante, cheio de gente importante, cheio de doutor. E se já se sentiam pequenos quando entravam, quanto mais ali ficavam, mais se encolhiam, tremiam, ou porque o ar-condicionado para ternos e tailleurs era forte demais ou porque quando a gente se encolhe o corpo contrai e treme, tentando ser menor, combatendo o espaço onde cabem gestos livres. Porque aquela gente, "os outros", normalmente é gente alegre. Gente que brinca no mundo. Que trabalha das oito ás seis e faz hora extra, e dobra, e é explorado... mas sai para dançar no final do expediente e com o mínimo vive vida que o mínimo não permite. Porque o mínimo é só aquele mesmo para trabalhar de oito as seis, e dobrar, e fazer hora extra e ser explorado sem morrer antes do final do mês. Mas como já deixei claro, fora dali a maioria dos "outros" é pessoa de gestos amplos, grandes, dessas que constroem casas, fazem cara de mau na frente de bancos e festas, limpam, varrem, passam, trabalham, trabalham, trabalham... E se o trabalho enobrece mesmo o homem, mais do que o dinheiro, os ternos e tailleurs,... Todos os "outros" eram nobres. No lado de fora, se realmente fossem... Porque ali dentro eram pobres coitados, trabalhadores. Alguns sem carteira de trabalho, sem os direitos que lhe eram cabidos, a maioria, pior, sem voz. O corpo pouco confortável, os olhos baixos, as mãos cruzadas dentro das pernas. Emsimesmados. Para que ouvir? A língua ali era outra. Para que ver? Se não sabiam ouvir, ver era pior... porque a percepção não é isolada e se as palavras saiam fluídas da boca daquela gente douta e não diziam nada aos ouvidos, os olhos só podiam confirmar que eram mesmo estrangeiros, quando não teimavam em se convencer que eram ignorantes, dependentes, incapazes. E falar? Falar ali era o mais difícil. Ninguém se fala diretamente. O advogado pergunta, o juiz pergunta de novo o que o advogado perguntou, mas não traduz e os "outros" respondem, sem ter entendido a pergunta direito. Respondem de qualquer jeito mesmo. Mas sabem intimamente que aquilo tudo é armadilha. Ninguém confia em ninguém. Ninguém conta a verdade. Se tem advogado já sabe disso antes, porque o advogado ensina rapidamente o que deve ou não ser dito... se não tem advogado, essa gente é sagaz e percebe de pronto que vai ser encurralado. Percebe mas não consegue fazer muito para evitar que isso aconteça. E começam as perguntas e respostas... Ninguém se ouve, ninguém é sincero... E alguém no fim decide. Isso quando não decidem antes. "Juntos". Então por hora a sala vira um balcão de negociações. Quem dá mais??!! Parcela??!! Foi um ótimo negócio! Ninguém nem sabe direito o que acordou. O "outro" normalmente não sabe exatamente ao que tem direito. As vezes é convencido de que tem direito a mais e enche os olhos. As vezes aceita o que vinher porque sem aquele mínimo, que já não tem, fica difícil dobrar a vida fora dali.&lt;br /&gt;Mas ela era diferente dos "outros".&lt;br /&gt;O cabelo preso em um coque no alto da cabeça. A saia no joelho, a blusa três quartos, por dentro, alva, o sapato de salto alto. Por pouco, pela roupa cuidadosamente guardada para uma ocasião muito especial, "roupa de ver Deus", talvez se soubesse aquela língua e aquelas abstrações, passaria por um dos tantos doutores. Mas a pele era preta, o jeito era simples e sentou-se, sozinha, do lado do coração do juiz. Não era patroa. Era empregada. Empregada doméstica. Invenção para legitimar a semi-escravidão. Trabalhou dois anos na casa da patroa, que tinha advogada. Uma sobrinha recém formada, competente, rápida e pior, doce. Ela tinha afeto pela moça. Mas ali a menina era parcial, não podia mais elogiar o bolo e os almoços que a autora fazia antigamente. Para ela,porém, talvez aquela advogada ainda fosse a jovem para quem fazia sucos durante as tardes de estudos com a prima... e esse foi o grande erro... a inocência de confiar que alguém ali se preocupava com ela, ou com o seu direito, ou com justiça.&lt;br /&gt;A sala de audiência estava cheia. Cheia de gente desinteressada, fazendo pressão pela "celeridade". De cinco em cinco minutos não se resolvem tantas ações quanto se planeja.&lt;br /&gt;A juíza era jovem, dedicada, mas a mesa sempre ficava cheia de processos. Não podia fazer muita coisa para tornar aquele ambiente mais propicio a resolução dos conflitos de forma eficaz e justa... não de cinco em cinco minutos...&lt;br /&gt;Muito bem. Ela estava ali pois tinha sido despedida e sabia que lhe era devido algo... não sabia exatamente o que. Queria, principalmente, que assinassem sua carteira de trabalho e queria também saber se era permitido o desconto do vestido que tinha queimado ao passar roupa. Estava ali porque era corajosa. Sua cabeça não ficava baixa. Olhava nos olhos. Mas como não entendia bem o que ouvia... &lt;br /&gt;Começou bem. Segura. Se negando a aceitar bagatelas. Começou firme, crente, até orgulhosa por estar ali sozinha. Mas quando começou o jogo de palavras, quando começaram a falar e seus apelos para que a juíza traduzisse não eram satisfatoriamente respondidos... a partir desse momento... não chegou a gaguejar, mas seus pés batiam forte e seus olhos, antes confiantes, agora queriam encontrar o chão.&lt;br /&gt;Abriram então na frente dela uma tela de computador cheia de números. Dou-lhe uma: Não, não aceito. Quero meus direitos, quero que assine minha carteira. Dou-lhe duas: Por favor, me diga o que ela quis dizer com isso.Por favor, traduza. Dou-lhe três: Um terceiro que assistia fez mais cálculos dizendo-lhe que para assinar a carteira nos moldes que a patroa queria ela gastaria grande parte do que receberia nesse acordo. Polêmica. Dou-lhe quatro: Mas e o vestido?? Ela pode descontar o valor desse vestido. Não, não foi o terceiro vestido que eu queimei. Ela me descontou 250 reais, porque queimei um vestido!E nem me deu o vestido. Ao menos eu quero o vestido! Da para usar. Ela até já usou uma vez! Foi acidente de trabalho, ela diz. Minha cliente está disposta a dar até quinhentos reais. Aceita? &lt;br /&gt;A juíza riu, "acidente de trabalho", ria porque achava graça, ria de nervoso, ria porque já tinham passado cinco minutos, ria para não chorar, talvez. A menina que um dia foi doce com ela, advogada, agora usava de todas as artimanhas para que aquilo acabasse logo e do jeito mais econômico para sua tia-cliente. Quinhentos reais! Dou-lhe cinco: Um silêncio constrangedor.&lt;br /&gt;E ai? Aceita ou não aceita? Mil reais, á vista, minha cliente te faz o cheque agora. Você desconta hoje mesmo. Silencio ansioso. Presa fácil? Cairia na armadilha? Mas e o resto que me é devido? Mas isso é um acordo... Os lados tem que abrir mão de alguma coisa ou esse processo não vai acabar nunca!!! Nós já te fizemos um proposta. Um coro silencioso se instala na sala. Baixinho os pensamentos impõe: Aceita, aceita, aceita. Todos a fuzilam com os olhos... Diga alguma coisa. Quebrou finalmente o silencio: &lt;br /&gt;Mas e o vestido?&lt;br /&gt;A juíza já com os olhos no relógio, folheia a reclamação...&lt;br /&gt;O vestido não está nos autos.&lt;br /&gt;Mas ela descontou 250 reais do meu salário.&lt;br /&gt;O vestido não está nos autos.&lt;br /&gt;Mas ainda dá para usar. Foi um acidente.&lt;br /&gt;O vestido não está nos autos. &lt;br /&gt;Silêncio. &lt;br /&gt;Confusa, enigmas, o que são os autos? &lt;br /&gt;Aos poucos o silêncio foi adentrando o corpo dela, tornando-o vazio, pequeno, encolhido, frio, um corpo de "outro". &lt;br /&gt;Pegou o cheque. Pensou no vestido... &lt;br /&gt;Mas a vida não cabe nos autos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2511170023009692551-6156703482019226265?l=quatrocantosdemundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quatrocantosdemundo.blogspot.com/feeds/6156703482019226265/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2511170023009692551&amp;postID=6156703482019226265&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2511170023009692551/posts/default/6156703482019226265'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2511170023009692551/posts/default/6156703482019226265'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quatrocantosdemundo.blogspot.com/2008/05/vida-cabe-nos-autos.html' title='A vida cabe nos autos?'/><author><name>acende um versinho</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2511170023009692551.post-5845853365535353608</id><published>2008-05-12T13:56:00.002-03:00</published><updated>2008-05-12T13:59:36.371-03:00</updated><title type='text'>sussuros</title><content type='html'>Fechei os olhos e soprei,&lt;br /&gt;segurei o ar comedidamente&lt;br /&gt;e soltei aos poucos.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;Destilaram-se assim&lt;br /&gt;pensamentos encadeados em&lt;br /&gt;fantasias impossíveis,&lt;br /&gt;segredos guardados.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;Soprei alto para que me ouvisse&lt;br /&gt;e depois então me visse&lt;br /&gt;com a certeza do que se passava em mim.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;Olhou-me firme e atônito&lt;br /&gt;e naquele instante&lt;br /&gt;virei pó.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2511170023009692551-5845853365535353608?l=quatrocantosdemundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quatrocantosdemundo.blogspot.com/feeds/5845853365535353608/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2511170023009692551&amp;postID=5845853365535353608&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2511170023009692551/posts/default/5845853365535353608'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2511170023009692551/posts/default/5845853365535353608'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quatrocantosdemundo.blogspot.com/2008/05/sussuros.html' title='sussuros'/><author><name>Fernanda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14557933266976378945</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_ppOH8Mk44Os/SNm_B9Z1hsI/AAAAAAAAAA8/wPxHLEHAU5w/S220/DSC_1070.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2511170023009692551.post-5149926906147675084</id><published>2008-04-28T15:55:00.002-03:00</published><updated>2008-04-28T15:58:55.391-03:00</updated><title type='text'>Sertão</title><content type='html'>Ele senta na porta de casa todo dia que chega da lida, geralmente com o pôr do sol. Acende um fumo, pensa na vida. Nessa hora passa por dentro um sofrimento que não é sofrimento, é mais um alívio de ter acabado o dia. Não sofre não, agradece estar vivo.&lt;br /&gt;Uma tragada e a tosse grossa saindo junto com a fumaça. Não tem mal tempo, acorda às 4:30 da manhã, inchada de um lado, facão do outro, tem que ter mãos fortes e grossas. Ele não estranha o trabalho. Não brinca em serviço, nasceu no mato e sabe diferenciar tranquilamente cascável de jubóia, mutuca de mosca de fruta.&lt;br /&gt;Senta no batente de cimento e terra, calça encardida, mãos amarronzadas. Tem sertão em seu rosto, em cada marca nos braços. Tem a fome de todo seu povo, a sabedoria de existir sem se perguntar por quê.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2511170023009692551-5149926906147675084?l=quatrocantosdemundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quatrocantosdemundo.blogspot.com/feeds/5149926906147675084/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2511170023009692551&amp;postID=5149926906147675084&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2511170023009692551/posts/default/5149926906147675084'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2511170023009692551/posts/default/5149926906147675084'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quatrocantosdemundo.blogspot.com/2008/04/serto.html' title='Sertão'/><author><name>Fernanda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14557933266976378945</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_ppOH8Mk44Os/SNm_B9Z1hsI/AAAAAAAAAA8/wPxHLEHAU5w/S220/DSC_1070.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2511170023009692551.post-8482008963009525174</id><published>2008-04-21T22:08:00.000-03:00</published><updated>2008-04-21T22:09:32.987-03:00</updated><title type='text'>Pituba III</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;Era 2007 mas tinha cara de 86.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;E mesmo assim, ninguém podia imaginar o dia-a-dia daqueles homens, que como já dizia a venerável bióloga que desempenha o papel de mãe para eles, cada um desses moços, até o mais frouxo deles, pode ser considerado um verdadeiro herói. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Que eram tardes salpicadas pelo rebento das ondas, levantadas pelo vento forte que dava ali, e que misturado esse salpico ao cheiro forte das algas secando ao sabor do sol, o famoso sargaço, essas tardes se tornavam praticamente um peso no corpo de qualquer um. E que essa sensação era tão forte, capaz de impedir qualquer movimento brusco ou qualquer ação que destoasse do bocejar freqüente, isso todos os freqüentadores daquela prainha sabiam.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Um sol que ainda não era fraco, a sobrancelha levemente salgada e o corpo flambado pelo intemperismo somavam àquela situação uma sensação que poucos sabiam descrever. No máximo poderiam comparar a algo parecido com o que era sentido na praia de Aratuba.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;E o progresso não conseguiu mudar aqueles pescadores. Não. Talvez tenham sido eles que não conseguiram acompanhar o progresso. Eu só sei que eles até tinham um freezer, que ficava ligado com a energia de um gato, que disfarçado entre tantos outros que se alimentavam de sardinhas ali por perto, nunca foi um problema para a colônia Z-1. E esse freezer nunca, nunquinha entrou um peixe ali dentro. Antigamente, quando a pesca era farta, os homens do mar traziam a quantidade que era vendida. Hoje em dia eles trazem o que conseguem, e às vezes chegam a suprir as necessidades diárias dos fregueses e a deles próprios, que vêm secundariamente, é claro. E assim o friza se acabou sem nunca ter tido grande uso.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O fato é que nenhuma novidade vingou naquela colônia. Quando ali não era colônia de pesca ainda, quando os índios chamavam uma pedra parecida com uma canoa de Itaigara, os avôs desses pescadores encontraram a imagem de uma santa ali na praia. Não gostavam muito de novidade e tinham certeza que aquilo foi lixo de algum daqueles banhistas esporádicos e exóticos que passavam por lá. Mas deram o azar da história chegar ao ouvido do capitão da região, herdeiro daquelas terras. Ah... pra quê? Fizeram uma paróquia, chamaram de Da Luz, depois vieram as avenidas, e logo em seguida as ruas. A paróquia virou igreja, as casas viraram escolas de freiras. Os largos viraram praças e aquela linda praia virou lote. Veio clube da Europa, vieram mais ruas, veio cais. Vieram tantos veranistas, que para sagrar o império do progresso, só mesmo um parque com nome de imperador romano poderia explicar. E não era de se surpreender, que a uma altura daquela, em pleno regime militar, as ruas daquele bairro novo se chamassem pelo nome dos estados, salientando a unidade da nossa pátria amada positiva.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Os pescadores? Ah, esses não mudaram nada. Continuam no mesmo lugar de muitos anos atrás, localizados estrategicamente numa enseada calma, protegida por uma barreira de pedras que já não tem mais corais. E continuam fazendo a mesmíssima coisa. Só que agora, a gente não consegue mais olhar pra lá e saber que ali se encontra uma colônia de pesca, uma aldeiazinha de pescadores. Timidamente e através de uma plaquinha eles se intitulam pelo nome de “peixe fresco”.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;E hoje em dia eles continuam sem gostar de novidade. Ah, é claro, com a exceção do aparelho celular, que desses aí tem mais de dois por cabeça de brasileiro. Mas eles ainda pescam de jangada e canoa, conquistam as suas mulheres com cerveja, vinho e galinha, e continuam achando que é muito doce morrer no mar... quem quiser ir lá ver com certeza será bem vindo. O Ioiô ou a Iaiá serão bem recebidos, e por eles com certeza irão saber o que são tardes salpicadas pelo rebento das ondas, levantadas pelo vento forte que dá ali, e que misturado esse salpico ao cheiro forte das algas secando ao sabor do sol, o famoso sargaço, essas tardes se tornarão praticamente um peso no corpo de qualquer um. E que essa sensação é tão forte, capaz de impedir qualquer movimento brusco ou qualquer ação que destoe do bocejar freqüente. E talvez, se o Ioiô se mostrar amigo e amistoso, ainda pode ouvir algumas histórias boas dali, como por exemplo do dia em que o primeiro índio passou uma tarde ali, e ao sentir esse ventinho quente, com gosto e cheiro de mar, chamou aquilo ali de pituba, sinônimo de bafo, sopro, exalação e maresia.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2511170023009692551-8482008963009525174?l=quatrocantosdemundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quatrocantosdemundo.blogspot.com/feeds/8482008963009525174/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2511170023009692551&amp;postID=8482008963009525174&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2511170023009692551/posts/default/8482008963009525174'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2511170023009692551/posts/default/8482008963009525174'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quatrocantosdemundo.blogspot.com/2008/04/pituba-iii.html' title='Pituba III'/><author><name>cicero</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12391951545223488682</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_NrkMS2r3Fpg/Sa8uoLjsbkI/AAAAAAAAAFw/mRdb2fO10U8/S220/euuuu.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2511170023009692551.post-2901153666272475237</id><published>2008-04-15T07:37:00.000-03:00</published><updated>2008-04-15T07:38:03.086-03:00</updated><title type='text'>amor sem nota nem preço</title><content type='html'>Ele era tímido, introvertido, culto, gostava de música calma e bons livros. Ela era romântica, frágil, linda, sensível, gostava de poemas e pessoas. Ele passava, cabeça baixa. Ali, na frente da vitrine da loja de roupas estava ela, distraída, entretida. Ele viu um pé de magnífica delicadeza, calcanhar sutilmente levantado, a ponta pisando com carinho, ao redor do tornozelo uma tatuagem, três pequenas estrelas. O brilho de súbito encheu-lhe os olhos, que subiram calmamente, idolatrando as belas pernas, fitando a barriga descoberta, o rosto que virava-se um pouco sacudiu cabelos que voavam, espalhando seu perfume suave e bom. Torpor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era ela, a mulher da sua vida, que sempre esperara sem saber, que chegara sem avisar. Tinha certeza, só ao vê-la, sabia que a encontrara. A harmonia perfeita. Ele tocaria belas músicas ao violão, ela contemplaria atenciosamente, entenderia e amaria receber suas flores, enxergaria suas qualidades, dariam-se longos e fortes abraços todos os dias. Ela olhava as roupas, nenhuma cor lhe parecia viva o suficiente, nenhum corte encaixava-lhe, como também nenhum dos amores experimentados servia-lhe: apertado demais sufoca, folgado esconde, até que com alguns ficava legal, mas duvidava... Algo sempre dizia que aquela combinação não cabia. Precisava de um homem que caísse bem, que a cobrisse de atenção mas deixando livres seus movimentos, que tocasse música baixinha, só pra ela, que a surpreendesse sempre com flores muitas. Eles vivenciariam a infinitude do nós. Estava nua de amor, doara as suas paixões antigas. Estava surdo de paixões, não efetivara seus futuros amores imaginados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele abriu a boca, derrotado por qualquer linha de raciocíno ou contenção lógica, tentou falar, balbuciou, gaguejou (sim, saíram sons audíveis mas indecifráveis), mas sua criatividade era parca, escasso repertório de improvisos até para iniciar uma conversa de reticências, daquelas sem graça, sem muita objetividade de onde se quer chegar. Ela ouviu o esforço do rapaz, enxergou seu rosto desesperado, apertou a bolsa com o braço contra o corpo, e saiu, com certa pressa no passo, a denunciar a fuga. O tempo passou como flecha, rápida ao alvo, que fecha corações e rasga memórias. Hoje ela é divorciada, tatuagem desbotada, vida borrada, amor apagado e trabalha como secretária num escritório numa firma no centro. Ele, ainda solteiro, é caixa de banco e vendeu o violão. Todas as noites, antes, durante e depois de dormir, eles sentem saudades dos amores que nunca tiveram.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2511170023009692551-2901153666272475237?l=quatrocantosdemundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quatrocantosdemundo.blogspot.com/feeds/2901153666272475237/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2511170023009692551&amp;postID=2901153666272475237&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2511170023009692551/posts/default/2901153666272475237'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2511170023009692551/posts/default/2901153666272475237'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quatrocantosdemundo.blogspot.com/2008/04/amor-sem-nota-nem-preo.html' title='amor sem nota nem preço'/><author><name>Daniel Farias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08232299200197980527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-kZo7Ow4zgyw/TVQkmMdWZDI/AAAAAAAAAMI/xb0Ll22nKXs/s220/Dan_MairaLins1.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2511170023009692551.post-6282763712821670699</id><published>2008-04-13T11:39:00.003-03:00</published><updated>2008-04-16T17:46:56.826-03:00</updated><title type='text'>Zé Canário ou do sem ninho</title><content type='html'>Das aulas de psicologia criminal&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda pequeno, bem criança, não gostava de badogue. Brigava, de arrancar pedaço, com quem fizesse mal a passarinho.&lt;br /&gt;Foi crescendo de pés descalços no chão e olhar no céu, visão aguçava para as cores e o voar e ouvido sensível ao cantar dos passáros.&lt;br /&gt;Com treze anos foi parar na cidade. O pé num chinelo de número menor, a barriga, além de cheia de vermes, cheia de fome. Foi sozinho. Mas a única coisa de que de verdade sentia saudade era dos passarinhos. Não que não tivesse carinho pelos seus, mas tinha mesmo era muita solidão naquela labuta de plantar tanto e comer tão pouco. Quase não falavam em casa. Ai quando o pai conheceu a agua que o passarinho não bebe e ficou de olhar estranho, se tornou brabo que nem bicho...não teve diálogo. Foi embora, porque podia causar estrago maior do que o estrago que tentou evitar quando foi pego com o facão na mão e a garganta do pai no facão.&lt;br /&gt;A primeira vez que matou foi também foi a primeira vez que viu um passarinho na cidade.&lt;br /&gt;E dai em diante, para cada morto, uma gaiola.&lt;br /&gt;Virou um ritual, comprava as balas e uma gaiola. Matar virou um gosto também e uma profissão. Fez nome, negócio e começou a cobrar, além do valor que reputava justo pela vida do desalmado, um canário. Os passarinhos eram testemunhas ocultas de seus crimes. Neles confiava, dizia alto que canário não dava um piu sobre o que via de amigo.... E fez fama. Tanta fama que os rumores cairam nos ouvidos dos que defendiam: Bandido não faz carreira ou bandido bom é bandido morto... essas coisas. Por sorte foi pra prisão. Dezoito anos recém completos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o juiz o chamou para depor, olhou para o chão. Só ficou um dia em liberdade depois de cumprida toda pena. Durante todos os anos que ficou preso,deixou seus canários aos cuidados de uma vizinha que por amor e dó comprava alpiste, limpava a gaiola e trocava a agua. Foi visita-lo uma vez para dizer que um dos canários tinha morrido mas que os demais estavam bem. Só não cantavam.&lt;br /&gt;O juiz perguntou:&lt;br /&gt;- Mas por que Zé Canário? Você tinha tão bom comportamento...&lt;br /&gt;- O doutor quer mesmo saber?&lt;br /&gt;- Quero sim. Porque Zé Canário?&lt;br /&gt;- É que quando voltei pra casa,doutor, soltei todos os meus canários. Todos doutor, todinhos. E o senhor bem sabe que eram muitos, doutor. Eram muitos. Ficar em gaiola não presta doutor, eu estava convencido disso e de que eles mereciam liberdade também, eu achava isso de verdade e estava certo de que eles iam voar. E voaram, voaram alto. Mas logo cairam. Cairam duros no chão, doutor. Todos. Menos de 10 segundos no ar. Iam alto e caiam. Eu não aguentei Doutor. Eu queria, de verdade doutor, que desse pra viver em liberdade. Mas abrem a porta da gaiola e mandam voar.... a gente já não sabe, doutor, onde fica o céu. As vezes é melhor ir pra debaixo do chão. E foi pensando nisso tudo e pensando em nada, que atirei na coitada e em todos passarinhos... porque vocês fizeram dessa gaiola o meu ninho e eu só sabia voar de volta para aqui.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2511170023009692551-6282763712821670699?l=quatrocantosdemundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quatrocantosdemundo.blogspot.com/feeds/6282763712821670699/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2511170023009692551&amp;postID=6282763712821670699&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2511170023009692551/posts/default/6282763712821670699'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2511170023009692551/posts/default/6282763712821670699'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quatrocantosdemundo.blogspot.com/2008/04/z-canrio-ou-do-sem-ninho.html' title='Zé Canário ou do sem ninho'/><author><name>acende um versinho</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2511170023009692551.post-6193845628594040543</id><published>2008-04-10T03:28:00.000-03:00</published><updated>2008-04-10T03:29:12.287-03:00</updated><title type='text'>araripe</title><content type='html'>&lt;p align=justify&gt;Em noite de lua cheia, o menino saía correndo pelas ruas, subia nos postes e retirava as lâmpadas. E então, o chão de pedras, de laranja-das-lâmpadas tornava-se azul-da-lua. Era uma luz forte, e ele queria que toda a pequena cidade contemplasse junto com ele aquela natureza mágica, que mesmo à noite, iluminava-se para contemplar melhor a si mesma. Aquilo fazia-o sentir mais que um garoto, ele era parte do universo. O vento soprava as nuvens  dando a impressão de que a lua corria, talvez para encantar o mundo inteiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De criança-do-interior tornou-se pai-da-capital, e criou seus muitos filhos ensinando-os o azul. E os chamava no quintal, como fazia com sua cidade, quando então era dono do mundo, para ver o céu. Saudoso das estrelas do interior, ele mostrava a lua, e pra lá ele ia, pra ver o mundo e o brilho no mar escuro. Hoje ele não pode mais fazer com que o mundo olhe pra si mesmo sob a luz noturna. Mas sua cidade é sua família e essa sabe que por trás do céu mais escuro, das mais densas nuvens, na noite mais vazia, no mais ressonante silêncio, sempre haverá uma lua, um luar, uma luz. Forte.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2511170023009692551-6193845628594040543?l=quatrocantosdemundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quatrocantosdemundo.blogspot.com/feeds/6193845628594040543/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2511170023009692551&amp;postID=6193845628594040543&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2511170023009692551/posts/default/6193845628594040543'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2511170023009692551/posts/default/6193845628594040543'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quatrocantosdemundo.blogspot.com/2008/04/araripe.html' title='araripe'/><author><name>Daniel Farias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08232299200197980527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-kZo7Ow4zgyw/TVQkmMdWZDI/AAAAAAAAAMI/xb0Ll22nKXs/s220/Dan_MairaLins1.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2511170023009692551.post-2971968782641942233</id><published>2008-04-07T15:57:00.002-03:00</published><updated>2008-04-07T18:19:18.735-03:00</updated><title type='text'>Três</title><content type='html'>Viviam nos mesmos bares, no mesmo lado da praia, no mesmo esconde-mostra-sofre-goza.&lt;br /&gt;João conheceu Tadeu e se apaixonaram. Foram morar juntos pelas conveniencias do bolso, do corpo e da companhia. João trabalhava, trazia sustento para a casa e reclamava de barriga cheia. Tadeu ficava em casa, arrumava tudo, cozinhava e só trabalhava no final de semana, nas festas que organizava para João se divertir e que não lhe rendiam muitos lucros. Ficava impaciente quando tinha fome. Tinha pouco dinheiro mas muita arte. Ao contrário de João que tinha até uma quantia razoavel de dinheiro, mas muito pouco bom gosto. Eram homens bons. Isso eram. Corações desses moles... desses que aprenderam a lidar com os olhares atravessados. E eram tão bons nisso que quase nunca tinham problemas. Mas como tudo que é bom dura pouco se não é reinventado... acabou. Decidiram, então, não por serem covardes, mas porque ainda restava os ecos dos corpos, que não desaprendem assim fácil os carinhos do amor, continuar dividindo casa... até Tadeu arrumar um apartamento e João uma diarista e, é claro, se sentirem prontos para ir pro mundo outra vez. E estava indo tudo muito bem, sem tantos beijos e carinhos, só alguns dejavùs em noite chuvosa de filme, pipoca e edredon, até que João conheceu Mateus e se apaixonaram. Foram morar juntos pelas conveniencias do bolso, do corpo e da companhia. Sem contar que Mateus morava longe, em um quarto e sala desses bem vagabundos e a casa de João era no centro, pertinho do trabalho. Mas havia um detalhe não tão conviniente... Tadeu. Tadeu era quase dono da cama... dormiu ao lado de João por longos meses... tinha acabado de se recuperar da insonia... Não aceitou ir pro escritório, dormir no colchão inflavel que compraram para ir acampar numa dessas férias quaisquer. Mateus decidiu aceitar que João dormisse com Tadeu, então, até que esse achasse uma casa nova... mas que ficassem sempre de porta aberta. O que incomodava muito João era Mateus ter escolhido o sofá... porque sempre que saia para o trabalho o sofá estava ocupado com um corpo preguiçoso e cheio de pelos que tinham que ser disfarçados quando recebiam visita. O fato de dormir de porta aberta amenizava o calor e as disputas. Não faziam tudo juntos. Só o que todo mundo faz a três. Moraram assim por incontaveis dias... até que João acordou de noite e sentiu falta de Mateus. Nem olhou para o lado, levantou e foi rumo a sala. Na janela Tadeu e Mateus conversavam e fumavam um cigarro fedorento. Riam. João ficou com raiva e voltou a dormir encolhido. Nesse dia Tadeu cedeu a cama para Mateus que reclamava da dor nas costas. Mateus abraçou João que fingiu que ainda dormia De manhã cedo olhou para o sofá e ficou até satisfeito em ver um corpo com menos pelos e mais gracioso deitado no sofá. Fez sanduiche para os três. Era sábado. Colocou uma música alta e esquentou o café. Quando comiam João olhou pra baixo e determinou:&lt;br /&gt;- Quero que saiam daqui assim que acabar o café.&lt;br /&gt;Ficou um silêncio constrangedor no ar mas logo todos riram. Na mesma semana Joao comprou um cachorro. E ficou assim:&lt;br /&gt;João amava Tadeu&lt;br /&gt;Mas agora ama Mateus&lt;br /&gt;que sente ciumes de Tadeu&lt;br /&gt;Que ama Mateus e Joao&lt;br /&gt;0Que sente ciumes de Tadeu e Mateus&lt;br /&gt;Que amava Joao&lt;br /&gt;Mas que agora não sabe quem ama&lt;br /&gt;Mas João que é esperto&lt;br /&gt;E gosta de ser amado&lt;br /&gt;Sentiu que podia perder os dois, um pro outro&lt;br /&gt;Comprou, então, um cachorro&lt;br /&gt;Porque em quatro ninguem sobra&lt;br /&gt;E todos no final amavam só o cachorro que não sabia o que era ciumes muito menos amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E por fim... Tadeu e Mateus se mudaram e foram morar no apartamento ao lado... Assim que chegou Marcos. Mas até hoje dividem o cachorro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2511170023009692551-2971968782641942233?l=quatrocantosdemundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quatrocantosdemundo.blogspot.com/feeds/2971968782641942233/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2511170023009692551&amp;postID=2971968782641942233&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2511170023009692551/posts/default/2971968782641942233'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2511170023009692551/posts/default/2971968782641942233'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quatrocantosdemundo.blogspot.com/2008/04/trs.html' title='Três'/><author><name>acende um versinho</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2511170023009692551.post-764609083090128815</id><published>2008-04-01T23:52:00.001-03:00</published><updated>2008-04-02T00:03:03.401-03:00</updated><title type='text'>li-lhe</title><content type='html'>em alguns momentos ele até que evita ler seus movimentos, pois desloca a sua rotina. mas ela é um livro incrível, cheia de clímax. está preso a todas as páginas da sua pele. envolto em seu clima. ele tem medo e pena de terminar a estória. mas ao mesmo tempo quer descobrir mais. quando ela fecha os olhos, ele observa e absorve toda a beleza de sua capa e lê inúmeras vezes os títulos de sua alma. se delicia com cada detalhe de suas orelhas, antes de molhar os dedos com a língua. quando ele fecha os olhos, ela sempre está ao seu alcance, descansada e mansa na estante de suas idéias, pronta para dançar, a qualquer instante.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2511170023009692551-764609083090128815?l=quatrocantosdemundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quatrocantosdemundo.blogspot.com/feeds/764609083090128815/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2511170023009692551&amp;postID=764609083090128815&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2511170023009692551/posts/default/764609083090128815'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2511170023009692551/posts/default/764609083090128815'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quatrocantosdemundo.blogspot.com/2008/04/li-lhe.html' title='li-lhe'/><author><name>Daniel Farias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08232299200197980527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-kZo7Ow4zgyw/TVQkmMdWZDI/AAAAAAAAAMI/xb0Ll22nKXs/s220/Dan_MairaLins1.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2511170023009692551.post-1498724499295318454</id><published>2008-04-01T23:33:00.001-03:00</published><updated>2008-04-01T23:33:52.697-03:00</updated><title type='text'>Queda</title><content type='html'>Ao lado da cama, sobre o criado mudo, escrevera:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje me atirei de um abismo alto, enquanto estava lá em cima, antes de saltar, me vieram várias lembranças, sorrisos, histórias que se desfizeram com o tempo. Senti saudades, reconheci que mesmo desatenta, estive aqui o tempo todo, permeando vidas alheias, modificando a mim e ao meu contexto, causando efeitos, respirando e só.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda assim, não desisti. Era alto e imenso, não se via o chão lá de cima, só um vão entre nuvens e algumas gotículas de água que subiam de volta da terra. Abismo de vento e água, buraco sem fim, nem começo. O lugar da dúvida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensei ainda no que ficaria para trás, mas me segurei à curiosidade do que viria à frente, se viesse algo. Não gosto de mágoas e possuo uma coleção. Não sou de negar, mas fazia todos os dias. O abismo era inevitável, era só ele e eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando cerrei os olhos, tudo se esvaiu, meu coração batia tão alto que ensurdeceu meus pensamentos, os pés desesperados - sempre o foram- por um chão, balançavam pelo ar sem esperanças, as mãos espalmadas como se quisessem abraçar o abismo, o estômago na boca. Eu era só a mistura de mim, gravidade e um turbilhão de pensamentos. Descontínuos, indecifráveis, inconcebíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O corpo todo tenso, como se rogasse por algo a que se agarrar, de longe os ruídos de tudo ao redor, vozes que conhecia, outras que não; os olhos fechados e amedrontados com a idéia de se abrirem. E foi no amedrontamento que o fizeram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cama continuava estreita e solitária no centro do quarto, a parede terrivelmente branca resplandecendo a luz do dia, o armário com suas portas mal encaixadas e a menina de Monet sobre a estante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O corpo ainda enrijecido, a falta de ar, o silêncio. Agradeceu 30 de vezes e se arrependeu uma só. Estava tudo no mesmo lugar de antes.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2511170023009692551-1498724499295318454?l=quatrocantosdemundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quatrocantosdemundo.blogspot.com/feeds/1498724499295318454/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2511170023009692551&amp;postID=1498724499295318454&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2511170023009692551/posts/default/1498724499295318454'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2511170023009692551/posts/default/1498724499295318454'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quatrocantosdemundo.blogspot.com/2008/04/queda.html' title='Queda'/><author><name>Fernanda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14557933266976378945</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_ppOH8Mk44Os/SNm_B9Z1hsI/AAAAAAAAAA8/wPxHLEHAU5w/S220/DSC_1070.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2511170023009692551.post-8363041318340156259</id><published>2008-03-27T14:47:00.004-03:00</published><updated>2008-04-03T10:05:03.793-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>"Oh boa noite pra quem é de boa noite, oh bom dia pra quem é de bom dia!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error"&gt;Seu Chico, que coincidência, estava lá também. Nunca imaginei encontra-lo em uma situação tão inusitada, batendo palma em festa de Cabloco. Pois é. Seu Chico era homem de pouca ação, de pouco sonho, de pouco dinheiro, mas tinha algumas qualidades, das quais se ressentia e queixava, por exemplo, ser sensivel. Nesse dia, em que apareceu no terreiro foi morrendo de medo das entidades perceberem a sua vulnerabilidade e descerem nele para dar recado ou aproveitar a festa. Depois de muita insistencia da sua senhora ele decidiu arriscar-se, a comida de graça valia o esforço. Sandalia no pé, subiu o morro, melou-se no barro. Encheu a barriga e rodou sorrindo no salão, sentindo os calafrios no corpo, cada cabloco em um poro.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2511170023009692551-8363041318340156259?l=quatrocantosdemundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quatrocantosdemundo.blogspot.com/feeds/8363041318340156259/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2511170023009692551&amp;postID=8363041318340156259&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2511170023009692551/posts/default/8363041318340156259'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2511170023009692551/posts/default/8363041318340156259'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quatrocantosdemundo.blogspot.com/2008/03/oh-boa-noite-pra-quem-de-boa-noite-oh.html' title=''/><author><name>acende um versinho</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2511170023009692551.post-3831217313896486237</id><published>2008-03-26T06:21:00.001-03:00</published><updated>2008-03-26T06:21:57.666-03:00</updated><title type='text'>o rastro dos ratos</title><content type='html'>&lt;p align=justify&gt;tarde da noite. últimos ônibus na velha estação central. rostos exaustos aguardam. ratos fartos passeiam. restam ainda alguns poucos baleiros: olhos vermelhos e uma cara impaciente de quem não agüenta mais dar informação. passa um engraxate. está descalço. está drogado e não sabe para onde nem como vai. trapos, plásticos e papéis cobrem corpos que dormem próximos aos pilares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;durante o dia sol forte, pombos suicidas e muitos sons onde vende-se e come-se de tudo. no silêncio da noite uma réstia de luz soturna e o resto: o lixo. o lado bom da miséria é privilégio dos ratos. se alimentam do resto da sobrevida dos outros, fazem festa onde a comida é farta! o chão sujo é um parque de diversões. as reformas são sempre uma promessa, por isso os bueiros não têm grade e eles circulam tranqüilos: o medo é dos humanos. é impossível prender um rato, eles fogem da luz, são ligeiros, são hábeis, escorregadios, são unidos, são amigos, são políticos. sempre conseguem o pedaço de queijo, ou de pizza, antes que funcione a armadilha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ratos à noite não chamam muita atenção, mas na manhã seguinte, ainda cedo, quandos os mesmos rostos voltam ao trabalho após o sub-sono a que têm direito, é difícil não estranhar o rato morto e molhado na calçada. estranho porque, embora morto, está intacto: nenhum sinal de mordida, sanque ou pancada. de que teria morrido o rato?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;bom, resta uma certeza: de fome é que não foi. afinal, no país dos miseráveis só os ratos não morrem de fome.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2511170023009692551-3831217313896486237?l=quatrocantosdemundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quatrocantosdemundo.blogspot.com/feeds/3831217313896486237/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2511170023009692551&amp;postID=3831217313896486237&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2511170023009692551/posts/default/3831217313896486237'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2511170023009692551/posts/default/3831217313896486237'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quatrocantosdemundo.blogspot.com/2008/03/o-rastro-dos-ratos.html' title='o rastro dos ratos'/><author><name>Daniel Farias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08232299200197980527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-kZo7Ow4zgyw/TVQkmMdWZDI/AAAAAAAAAMI/xb0Ll22nKXs/s220/Dan_MairaLins1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2511170023009692551.post-1791210881518707886</id><published>2008-03-26T06:20:00.000-03:00</published><updated>2008-03-26T06:21:27.911-03:00</updated><title type='text'>cinza</title><content type='html'>&lt;p align=justify&gt;O calor andava insuportável. Insuportável. Suava-se mesmo parado. Uma vontade de ficar pelado! O sol pelando no asfalto e seus raios queimando a pele. E ainda não era verão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas à noite vinha a brisa, calma. Sentou-se pra ver o mar. não o viu. O céu também era negro e o horizonte era em qualquer lugar. No lugar das nuvens em seu passeio de sopro, a branca espuma das ondas deslizando devagar. Poucas estrelas e uma lua, nova. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedras pretas perto do esgoto, a lançar sombra para os ratos, rápidos. Ligeiro também o siri dançando camuflado na areia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era a vida passando, quieta. E ele parado, só pra ver. Não fez planos, não pensou no passado, não pesou o futuro e nem pisou na saudade. Não pensou em nada. Sua respiração acompanhava o silêncio. Encheu-se de vida, só. Veio o sono &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o domingo nasceu-lhe de um céu branco, vento brando e chuva invisível.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2511170023009692551-1791210881518707886?l=quatrocantosdemundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quatrocantosdemundo.blogspot.com/feeds/1791210881518707886/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2511170023009692551&amp;postID=1791210881518707886&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2511170023009692551/posts/default/1791210881518707886'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2511170023009692551/posts/default/1791210881518707886'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quatrocantosdemundo.blogspot.com/2008/03/cinza.html' title='cinza'/><author><name>Daniel Farias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08232299200197980527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-kZo7Ow4zgyw/TVQkmMdWZDI/AAAAAAAAAMI/xb0Ll22nKXs/s220/Dan_MairaLins1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2511170023009692551.post-3117035030280166865</id><published>2008-03-22T22:09:00.001-03:00</published><updated>2008-03-22T22:09:28.982-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Poetα, eu hoje estou feliz α beçα&lt;br /&gt;O meu mundo ficou lindo&lt;br /&gt;Eu colho flores nos jαrdins&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;αlem dαs muitαs outrαs que eu recebo&lt;br /&gt;Que você tαmbém me dαvα&lt;br /&gt;O que fαltαvα erα o jαrdim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sαbe dαquelα flor pequenininhα&lt;br /&gt;Que de lindα virou rosα?&lt;br /&gt;Creio a rosα mαis bonitα;&lt;br /&gt;Tαmbém quer o seu jαrdim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me disse outro diα, não sorrindo&lt;br /&gt;Que seu mundo tαvα triste&lt;br /&gt;Que se Deus de fαto existe&lt;br /&gt;quero um desses só prα mim&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2511170023009692551-3117035030280166865?l=quatrocantosdemundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quatrocantosdemundo.blogspot.com/feeds/3117035030280166865/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2511170023009692551&amp;postID=3117035030280166865&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2511170023009692551/posts/default/3117035030280166865'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2511170023009692551/posts/default/3117035030280166865'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quatrocantosdemundo.blogspot.com/2008/03/poet-eu-hoje-estou-feliz-be-o-meu-mundo.html' title=''/><author><name>cicero</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12391951545223488682</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_NrkMS2r3Fpg/Sa8uoLjsbkI/AAAAAAAAAFw/mRdb2fO10U8/S220/euuuu.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2511170023009692551.post-4271816196350320484</id><published>2008-03-20T10:06:00.002-03:00</published><updated>2008-03-20T10:15:20.229-03:00</updated><title type='text'>Flutuador</title><content type='html'>- Bicho, conheci uma pequena que é a sua cara. Você não faz idéia do quando ela combina com você! E o melhor... é da Bahia. Você precisa conhecer...&lt;br /&gt;Duas coisas aconteceram simultaneamente quando Carlos leu aquelas linhas na carta enviada por seu irmão mais velho: Um sorriso explodiu no rosto e uma música começou a tocar na sua cabeça:&lt;br /&gt;"ai, ai que saudades eu tenho da Bahia&lt;br /&gt;ai, se eu escutasse o que mamãe dizia..."&lt;br /&gt;Como gostava daquela terra! E como gostava mais ainda das mulheres daquela terra... eram leves, sem frescuras, mas frescas... e faziam maravilhas na cozinha... Carlos sempre associava um bom amor com um bom prato de comida... tinha vó baiana, imagina como é?! Faziam outras maravilhas também, essas baianas, e ainda sabiam de cafuné, orixá, acarajé, samba, rede, Itapoã... entendiam direitinho de ser mulher, tinham aquele mistério nos olhos e aquele balanço nos quadris... aquele jeitinho...&lt;br /&gt;Nas férias seguiu para Bahia e dessa vez a viagem foi mais longa do que imaginava. A verdade é que já tinha esquecido da tal pequena, era morena... da tal morena, quando chegou na "Terrinha". Foi direto pra Ribeira, depois pro Pelourinho... e fez um tanto de coisa das quais sente saudades hoje... Ah... aquilo que era Bahia! Mas nem lembrou da menina... talvez por que seu irmão já tivesse deixado de namorar a irmã da moça e nunca mais tivesse tocado no assunto.&lt;br /&gt;Mas como o acaso na Bahia gosta de resolver esses desencontros... Numa tarde, dessas bem quentes, foi, meio contrariado, com um amigo, desses bem de vida da Vitória, passar a tarde no clube. Coisa mais burocrática, pensou... Preferia a liberdade do Porto da Barra, poder nadar até os barquinhos e ver o por do sol do lado de todo tipo de gente... mas paciência... o amigo queria ir para o clube... entao seguiram para o clube. Com sorte o convenceria de descer para o Porto da Barra na hora do por do sol... E foi nessa tarde que o destino resolveu promover o encontro de Carlos e Tereza.&lt;br /&gt;- Essa é minha namorada, Tereza.&lt;br /&gt;Tereza sorriu, estendendo a mão, logo soube que o bonitão era o tal rapaz de quem sua irmã tanto falava.&lt;br /&gt;- Namorada não Teodoro, nada disso... só depois que você pedir pra papai.&lt;br /&gt;Carlos olhou Tereza e não sabia se ela tinha falado sério quanto ao seu estado civil... mas isso era coisa pouco importante. Não que não tivesse esticado os olhos pra ver melhor a garota... e era mesmo uma preciosidade... mas olhou pro mar e decidiu atravessar a nado até o flutuador. Alias... ouviu na famosa "boca miúda" que entrar pra família de Tereza não era coisa fácil... tantos tios, tantos primos, tanta gente que se perderia da mocinha no meio da multidão. Deixasse Teodoro lá com seus esforços.&lt;br /&gt;Barriga pra cima, sentindo o sol da Bahia esquentar todo o corpo... era tempo bom... Tereza e mais uma, que não lembra mais o nome, chegaram nadando no flutuador. E fizeram tanto charme, mas tanto charme, e a danada era mesmo charmosa... que Carlos nao resistiu e pediu o telefone. Depois sairam, uma, duas, três vezes. E Tereza era jeitosa... era Carlos hoje, era Teodoro amanhã... depois tinha uma folga... e começava o rodizio... pra ser bem justa... Carlos sabia de Teodoro... Teodoro?!... Problema dele....Surgiu até uma lenda que Tereza sempre levava dois sapatos na bolsa. Uma sandália baixinha, pros dias de Teodoro e um salto mais alto, estilo boneca, pra se encontrar com Carlos.&lt;br /&gt;E finalmente chegou a noite do baile. Aquela era a festa mais esperada do ano e Carlos se arrumou apressado... era dia de Tereza, não perdia isso por nada. Ligou para a amada avisando que ia demorar um pouquinho... que tinha que buscar umas amigas do Rio antes de pega-la em casa. Carlos era carioca. Tereza se chateou, fez birra, fez bico e finalmente disse, toda independente, me encontre lá então. Carlos obedeceu, não sem insistir... mas conhecia a pequena e seu orgulho era dos grandes.Chegou quando a banda já tinha começado. A banda era boa. Ia dançar agarrado na cintura de Tereza a noite toda, cheirando seu pescoço e tendo arrepios. Desceu o elevador do clube arrumando o cabelo, o terno, o sapato... queria fazer bonito. Quando a porta do elevador abriu, se deparou com Tereza. Linda. Vestido rosa, cabelo solto, ombros a mostra. E ao lado de Tereza... Teodoro. Filho da puta. O sangue subiu. Carlos sentiu o corpo todo tremer, esquentar. Não conseguia pensar em nada. Era bicho. Era bicho ferido. Era homem apaixonado. Espumando, apertando os dedos na palma da mão, foi andando em direção aos dois. Uma das amigas tentou segura-lo, a outra tapou os olhos para não ver a tragédia. Cena de filme. Camera lenta. Tereza olhou para trás, viu Carlos vindo. Teodoro recuou nas investidas e se preparou pra porrada. Para apanhar, bem possivelmente. E Tereza continuou olhando para Carlos. Sorriu, mentiu suas feições preocupadas... Só não conseguia controlar as pupilas. Os olhos dele baixos... achou que estava mesmo decepcionado, não era sua intenção deixa-lo triste... queria só uma ceninha de ciume pra se vingar... Mas estranho... Carlos tinha um sorriso, de canto de boca, é verdade.E finalmente chegou bem perto dos dois... Pegou Tereza, 1 cm de distancia, a respiração dos dois falhando. Agarrou mesmo, no meio de todo mundo, e deu um daqueles beijos... daquels demorados... que os antigos e as crianças chama de chupão.&lt;br /&gt;E foram esses trinta segundos que mudaram toda a vida de Carlos e Tereza. Ou que definiram o que o acaso já queria.&lt;br /&gt;E como estava bonita com aquele sapato alto de boneca... flutuava nos braços de Carlos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2511170023009692551-4271816196350320484?l=quatrocantosdemundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quatrocantosdemundo.blogspot.com/feeds/4271816196350320484/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2511170023009692551&amp;postID=4271816196350320484&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2511170023009692551/posts/default/4271816196350320484'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2511170023009692551/posts/default/4271816196350320484'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quatrocantosdemundo.blogspot.com/2008/03/flutuador_20.html' title='Flutuador'/><author><name>acende um versinho</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2511170023009692551.post-3247583886654742530</id><published>2008-03-19T09:53:00.002-03:00</published><updated>2008-03-19T10:02:41.451-03:00</updated><title type='text'>Santa Puta</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A príncipio a idéia de se encontrar horas sozinha num ambiente semi-conhecido, lotado de pessoas, olhares e pecados foi como um primeiro passo para a desistência... Mas promessas são promessas, pelo menos para uma garota boba que acredita e espera dos outros as mesmas reações que tem, sem notar, apesar de umas boas quedas, que existem chãos mais escorregadios que outros e sapatos menos aderentes... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Então, para não perder a coragem de transformar solidão em autosuficiência, escolhe-se a roupa mais bonita, a mais alva, a mais tentadora, a que deixe transparecer, apesar de qualquer boato, a vocação para olhar nos olhos e enlouquecer... tanto o alheio quanto o interior. Põe-se a maquiagem mais forte, que ilumine os traços do desarme, levante os cílios, corrija o imperfeito e conceda soluços vísiveis às mentes aguçadas. Após longos minutos de primeiras impressões, o que resta é a presença inacabada do que ainda será percorrido pelos ponteiros... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Infelizmente, aturar a todos após mais de seis miligramas de álcool por litro de sangue torna-se um fardo tanto quanto insuportável para uma velocidade de 100km/h numa cabeça perturbada... Por livre escolha  entrega-se à sedução da perda de consciência na tentativa de criar um mundo mais agitado por algumas horas, danças menos culpadas talvez... Aquelas frutas esmagadas no copo fundo, o mau-humor de quem servia, a quantidade de açúcar, a percepção dos pequenos grãos mal misturados ao componente principal, a não familiaridade dos rostos, todos os gostos, os sabores, as provocações, os pensamentos proibidos, só pensamentos, as idéias, o movimento, a crueldade, a impaciêcia, as confissões... Uma noite metade frustrada, metade conseguida... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sem sentimentos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2511170023009692551-3247583886654742530?l=quatrocantosdemundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quatrocantosdemundo.blogspot.com/feeds/3247583886654742530/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2511170023009692551&amp;postID=3247583886654742530&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2511170023009692551/posts/default/3247583886654742530'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2511170023009692551/posts/default/3247583886654742530'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quatrocantosdemundo.blogspot.com/2008/03/quando-no-era-rotina.html' title='Santa Puta'/><author><name>Fernanda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14557933266976378945</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_ppOH8Mk44Os/SNm_B9Z1hsI/AAAAAAAAAA8/wPxHLEHAU5w/S220/DSC_1070.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2511170023009692551.post-1274329750492902303</id><published>2008-03-16T01:39:00.000-03:00</published><updated>2008-03-16T01:42:46.076-03:00</updated><title type='text'>A Casa Navio</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;...os cabarés daquela época já não eram mais aqueles locais onde os maridos iam, a fim de dançar com polacas, tentar a sorte no pôquer, ou prosear sobre a sociedade, ao sabor de um scotch, ou uma cuba. Já nesses anos, os cabarés eram locais de prostituição explícita. O rufianismo vingava e enriquecia figurinhas carimbadas daquela sociedade emergente, a exemplo das donas das casas que se situavam a altura da Praça da Sé, de Nazaré e da Ladeira da Montanha. Maria da Vovó, fiscalizada habitualmente por milícias formadas desde militares até forças especiais, não era um local hospitaleiro. Já o Meia Três, ah sim... Seria impossível paraVitor não se sentir bem naquele local. Desembargadores, médicos e engenheiros, naquela penumbra avermelhada, se confundiam com os imberbes rapazes que iam observar e ter com as simpáticas moças daquele cabaré.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não raro, em meio a um reboliço em volta de uma mesa, encontrava-se nada mais nada menos que Jorge Amado, que na década de 70 ja era conhecido internacionalmente pela sua prosa e romance. Ele estava por ali mesmo era juntando mais fatos para adubar a sua fértil mente que retratava aquela sociedade como ninguém.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas não era no Meia Três que Vitor e sua tchurma se encontravam na maioria das vezes não. A ida para o Centro era esporádica, ja que a Pituba os servia tão bem, com seus barzinhos e boates. Quantas vezes, na intenção de um papo e de uma batata frita, já não se depararam com showzinhos de Daniela Mercury ou então de Kid Abelha e os Aboboras Selvagens, no Canteiros?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quando não estavam por aí, é porque haviam precisado passar na Casa Navio e estavam se recuperando. Morava na Casa Navio, uma casa de arquitetura moderna, em formato de navio, um dos maiores nomes da medicina local e nacional: Dr. Bureau era quem aplicava as injeções de penicilina nos garotões, que a certa altura já estavam acostumados até com as bem humoradas brincadeiras do urologista, que sempre se despedia deles dizendo que os aguardavam em suas velhices, para aquele tradicional exame... E foi assim que curtiu a juventude, os moradores daquele bairro doce como suco de mangaba. Doce como pe-de-moleque, doce como pituba, bafo, exalação, maresia...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2511170023009692551-1274329750492902303?l=quatrocantosdemundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quatrocantosdemundo.blogspot.com/feeds/1274329750492902303/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2511170023009692551&amp;postID=1274329750492902303&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2511170023009692551/posts/default/1274329750492902303'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2511170023009692551/posts/default/1274329750492902303'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quatrocantosdemundo.blogspot.com/2008/03/casa-navio.html' title='A Casa Navio'/><author><name>cicero</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12391951545223488682</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_NrkMS2r3Fpg/Sa8uoLjsbkI/AAAAAAAAAFw/mRdb2fO10U8/S220/euuuu.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2511170023009692551.post-970319225630396279</id><published>2008-03-12T15:58:00.004-03:00</published><updated>2008-03-12T17:12:05.256-03:00</updated><title type='text'>Só mora mainha e eu.</title><content type='html'>Soraia tinha alguma coisa que me lembrava alguém que eu não lembrava quem era. Ela não esperou que pedisse que sentasse... puxou a cadeira. Arrumada, de maquiagem, cabelos presos, parecia mais bonita do que na foto. Menos pálida, talvez.&lt;br /&gt;-Bem... isso aqui é mais uma conversa do que uma entrevista. Fala um pouquinho de você.&lt;br /&gt;- Meu nome é Soraia, mas mainha queria que fosse Sereia. Mas ai não podia, sabe...&lt;br /&gt;Olhei desacreditada.&lt;br /&gt;- Pois então, meu nome é Soraia, sabe? Mas podia ter sido Sereia... e talvez não tivesse mudado muita coisa... talvez tivesse....&lt;br /&gt;Pisquei.&lt;br /&gt;- E se tivesse mudado talvez eu tivesse uma estrela menos miseravel, sabe? Talvez fosse uma estrela do mar e tivesse mais perto das minhas mãos... até podia virar enfeite.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2511170023009692551-970319225630396279?l=quatrocantosdemundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quatrocantosdemundo.blogspot.com/feeds/970319225630396279/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2511170023009692551&amp;postID=970319225630396279&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2511170023009692551/posts/default/970319225630396279'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2511170023009692551/posts/default/970319225630396279'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quatrocantosdemundo.blogspot.com/2008/03/flutuador.html' title='Só mora mainha e eu.'/><author><name>acende um versinho</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2511170023009692551.post-6347576375505220892</id><published>2008-03-11T10:52:00.001-03:00</published><updated>2008-03-11T10:52:44.671-03:00</updated><title type='text'>dia, dia</title><content type='html'>levanta no susto,&lt;br /&gt;ele já perdeu a hora&lt;br /&gt;e vai sair&lt;br /&gt;sem tomar café.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;suor no rosto,&lt;br /&gt;ansioso de agora,&lt;br /&gt;mesmo dormindo&lt;br /&gt;ele já tá de pé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;almoça na esquina,&lt;br /&gt;passeia as meninas,&lt;br /&gt;talvez até pense&lt;br /&gt;em sua  mulher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;chega cansado,&lt;br /&gt;acha até engraçado&lt;br /&gt;se perder dentro&lt;br /&gt;da vida que quer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;todo dia é o mesmo dia...&lt;br /&gt;todo dia é o mesmo dia...&lt;br /&gt;todo dia é o mesmo dia...&lt;br /&gt;todo dia é o mesmo dia...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2511170023009692551-6347576375505220892?l=quatrocantosdemundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quatrocantosdemundo.blogspot.com/feeds/6347576375505220892/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2511170023009692551&amp;postID=6347576375505220892&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2511170023009692551/posts/default/6347576375505220892'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2511170023009692551/posts/default/6347576375505220892'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quatrocantosdemundo.blogspot.com/2008/03/dia-dia.html' title='dia, dia'/><author><name>Daniel Farias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08232299200197980527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-kZo7Ow4zgyw/TVQkmMdWZDI/AAAAAAAAAMI/xb0Ll22nKXs/s220/Dan_MairaLins1.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2511170023009692551.post-2656137905972646054</id><published>2008-03-10T15:01:00.002-03:00</published><updated>2008-03-10T15:03:49.877-03:00</updated><title type='text'>Desalento</title><content type='html'>Sônia era sempre doce. Sua voz tão sutil e aguda chegava a dar pena. No entanto, ela era alta e parecia mais velha do que realmente era. Suas roupas mais largas que seu corpo, este sempre coberto, sempre reservado, escondido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela não tinha tempo para nada, seus almoços, sempre às três da tarde, denunciavam a escravidão por uma vida pouco maravilhosa. Sônia cambaleava entre momentos de risos e piadas e os comentários mudos, acompanhados de feições pouco entusiasmadas em dias de sufoco. Nos últimos tempos, suas olheiras cresciam, seu rosto parecia envelhecer um pouco mais. Não havia sorvete de baunilha com chocolate que a animasse ou reviravoltas no mundo que lhe tirassem do sério.&lt;br /&gt;O que se tem aqui é uma jovem, deixando de ser e esquecendo o que a faz ou fazia mudar de rumo. Sabe-se só o que está em volta de Sônia, mas não se sabe o que há dentro. No fundo, no fundo, pode ser só impressão de terceiros, sua alegria pode mesmo estar camuflada e manifestar-se diferente! Suas olheiras podem ser de excitação por não querer dormir e perder parte da vida, sua voz doce pode ser sinônimo de euforia ou doçura mesmo...&lt;br /&gt;De fato, não há fatos para serem contados sobre Sônia. Ela é para este aqui, apenas um corpo cansado.&lt;br /&gt;Pode ser que Sônia se desorganize um dia, largue pelas ruas a montanha de papel que vive a carregar, rasgue sua roupa e comece a andar e cantar mais alto e com mais força do que ela supunha ter. Qualquer dia, este fato vai se suceder.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2511170023009692551-2656137905972646054?l=quatrocantosdemundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quatrocantosdemundo.blogspot.com/feeds/2656137905972646054/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2511170023009692551&amp;postID=2656137905972646054&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2511170023009692551/posts/default/2656137905972646054'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2511170023009692551/posts/default/2656137905972646054'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quatrocantosdemundo.blogspot.com/2008/03/desalento.html' title='Desalento'/><author><name>Fernanda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14557933266976378945</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_ppOH8Mk44Os/SNm_B9Z1hsI/AAAAAAAAAA8/wPxHLEHAU5w/S220/DSC_1070.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2511170023009692551.post-1290896648782026570</id><published>2008-03-09T11:18:00.001-03:00</published><updated>2008-03-09T11:20:54.133-03:00</updated><title type='text'>Para Explicar Melhor</title><content type='html'>&lt;p style="font-family: verdana; text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;Diante da tela do word em branco ele já sabia que a tarefa seria muito difícil. Que teria que espremer a alma pra falar o que sentia. É por que na arte você às vezes não precisa ser tão prolixo. Às vezes se quer escrever um sentimento e se escreve. Mas a arte - já dizia uma de suas funções - é infinita. É sempre uma obra aberta, livre para interpretações. Deve ate ser por isso que é tão fácil de apaixonar por poetas. Se bem que essa máxima só funciona com os outros. Ou seria com os outros poetas mais bem afeiçoados... bom, o que importa é que quando se quer falar de um sentimento explicando ele a fundo, objetivando o que se é passado, evitando ao máximo as amigas metáforas, ai se torna um pouco mais difícil. Até por que metáforas são metáforas, e acabam por, devido a sua própria essência, se afastar do que se é realmente sentido para só depois, por analogia, se aproximar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="font-family: verdana; text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;O fato é que o poeta havia perdido. E perdeu feio. A derrota feia para os leigos é aquela derrota em que se estava ganhando, por vezes até com sobra, mas no finalzinho a defesa falha e o que seria ótimo se torna horrível. O que era bonito se torna triste. E o que era triste se torna solidão. A solidão se transforma &lt;st1:personname productid="em wisky. O" st="on"&gt;em  wisky. O&lt;/st1:personname&gt; wisky muda pra cigarro, e por fim, quando se acorda se percebe que a realidade é bem pior do que o sonho que havera tido.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="font-family: verdana; text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;A musa era tão perfeita. Musa se parece com música, e das bonitas. Uma menina tão linda... cabia no abraço. Dava pra proteger como uma mulher se deve ser protegida. Até se colocar no bolso, nos momentos de confusão, quem sabe. Tão perfeita que não se deveria se desejar nada alem dela. E da família dela, e da casa dela, ninho de amor, amor de carinho, de respeito e de proteção. Engraçado até como se dava pra ser protegido, quando se é tão grande para uma musa tão pequena.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="font-family: verdana; text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;Mas o poeta perdeu. Tanto fez que ela chorou e foi embora. Abusou da regra 3, achou que o menos valia mais. E ela sumiu mesmo, desapareceu de vez. E já não adiantava chorar. Ele chorou bastante, mas se tornou ineficaz. A saudade e a esperança são lagrimas, quando na sua fase liquida. Mas já não havia esperança pra ninguém. Alem disso a saudade, que foi o que restou, se transformou em angústia e ao invés de lagrimas o que se sentia era como se existisse um ovo de avestruz entalado na garganta.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="font-family: verdana; text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;Mas o que eu queria explicar na verdade não era esse sentimento de perda. Eu queria falar de um sentimento mais bonito. Do amor. Dessa vez o poeta não poderia falar do amor sentido por ele, até por que esse amor que será explicado nas próximas linhas é um amor muito maior do que qualquer coisa que ele já sentiu.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="font-family: verdana; text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;A musa encontrou alguém. E se apaixonou denovo. Já não era uma paixão de mãe, de cuidar do filho menor. Alias foi a mãe ate que disse que era um amor maduro. Mas mesmo dizendo isso ela não deve odiar o poeta por isso. A essa altura a musa, que eu vou chamar de moça, já amava de com força. O esforço para ficar longe do poeta já quase não existia. Acho que por que o poeta sabia muito falar de amor, o que encantava a moça. Mas o poeta ainda não havia aprendido a amar daquele jeito, e por sinal, nem deve ter aprendido. Se ele não tivesse tido uma ajuda, talvez não pudesse definir tão bem aquele amor: o amor para a moça é agora sinceridade. Se já existia o amor, a transparência seria a grande responsável pelo seu crescimento e pela sua manutenção. Não é do tipo paranóia. Mania de limpeza, mania de colecionar, mania de ouvir musica, mania de fumar... a sinceridade sempre existiu para ser hábito. Nasceu assim, de repente, irmã dos sentimentos mais puros. Algumas pessoas sentem o cheiro dela, e chegam até a alcançar a sua harmonia, não por que ela é explicita, mas por que têm a super-capacidade de captarem-na no ar. E no mar e nas coisas bonitas da vida também.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="font-family: verdana; text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;E sequer bastou praquele poeta burro a carta que a moça mandou pra ele alguns anos atrás, outros a frente do rompimento. O poeta chou que era um sinal, uma coisa mágica de outro mundo (o mal dos poetas)... ficou feliz e orgulhoso, e ate respondeu. Foi preciso que a moça explicasse tempos depois, que havia escrito a carta na frente do seu amor, que a contragosto aceitou, mas entendeu a sinceridade do seu teor.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="font-family: verdana; text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;Dizia a carta, não em versos, mas em prosa, algo mais ou menos assim:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="font-family: verdana; text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;“poeta, eu hoje estou feliz a beça&lt;br /&gt;O meu mundo ficou lindo&lt;br /&gt;Eu colho flores nos jardins&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="font-family: verdana; text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;Alem das muitas outras que eu recebo&lt;br /&gt;Que você também me dava&lt;br /&gt;O que faltava era o jardim”&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana; text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;obs.: Feliz Dia das Meninas, porque "mulher" é como eu me refiro às congeneres as quais eu não conheço ;)&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2511170023009692551-1290896648782026570?l=quatrocantosdemundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quatrocantosdemundo.blogspot.com/feeds/1290896648782026570/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2511170023009692551&amp;postID=1290896648782026570&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2511170023009692551/posts/default/1290896648782026570'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2511170023009692551/posts/default/1290896648782026570'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quatrocantosdemundo.blogspot.com/2008/03/para-explicar-melhor.html' title='Para Explicar Melhor'/><author><name>cicero</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12391951545223488682</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_NrkMS2r3Fpg/Sa8uoLjsbkI/AAAAAAAAAFw/mRdb2fO10U8/S220/euuuu.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2511170023009692551.post-1119596563503337429</id><published>2008-03-05T15:38:00.003-03:00</published><updated>2008-03-05T15:50:09.870-03:00</updated><title type='text'>Uma flor de ar</title><content type='html'>Fim de tarde na &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;pracinha&lt;/span&gt; de &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Ilhéus&lt;/span&gt;. Jorge Amado pintado no muro, esperando e nada de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;Gabrielas&lt;/span&gt;. Alguns turistas. A fila do sorvete era do tamanho da ansiedade da menina. Devia ter dez anos, mas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;corpulenta&lt;/span&gt; parecia ter 13. Ou ao contrario... teria uns 13, mas infantil parecia ter 10. Não tenho certeza do nome... ouvi a irmã mais velha chamando, acho que era Joana. Joana não se aguentava de excitação naquela tarde quente e lenta. Se tivesse um corda pularia por uns 20 minutos sem parar e não ficaria exausta. Se tivesse um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;bambolê&lt;/span&gt;, o rodaria e afinaria a cintura. Mas não tinha nada disso e a fila do sorvete era longa. Mas o inesperado aconteceu. Quando seu irmão apontou o dedo sujo de chocolate para o meio praça, Joana se apaixonou. Ele parado, "brincando" de estátua, todo prateado, pintado com uma tinta reluzente que em pouco tempo, com tanto sol, lhe renderia um &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;inevitável&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;câncer&lt;/span&gt; de pele. Devia ter o dobro de sua idade e muito mais paciência. Talvez mais fome, não fome de sorvete, mas de comida... com certeza menos ansiedade. O seu trabalho requer muita concentração e controle, mais do que tinta e arte. Por &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;trás&lt;/span&gt; dos &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;óculos&lt;/span&gt; escuros ele &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;não&lt;/span&gt; percebeu quando Joana o olhou fixo e jurou amor eterno, até por que foi algo &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;platónico&lt;/span&gt;, &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;típico&lt;/span&gt; de meninas entre 10 e 13 anos de idade... que se &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;você&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;perguntasse&lt;/span&gt;, ouviria Joana jurar de pé junto que não sabia do que se tratava e que preferia as bonecas, fazendo cara de nojo. Acontece que Joana se aproximou... e &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;então&lt;/span&gt; ele a viu. Joana, cabelos rebeldes, cintura sem curvas, dentes soltando da boca, gestos grandes e desajeitados, &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;sobrancelhas&lt;/span&gt; e pernas peludas... Joana, presa no corpo indeciso de uma criança-quase mocinha. E ele, &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;estátua&lt;/span&gt;... esperando uma moeda da pobre donzela...&lt;br /&gt;A moeda chegou, patrocinada pela irmã mais velha que ficou com medo de ver a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;pentelha&lt;/span&gt; chutando a canela do pobre rapaz. Primeiro o irmão pequeno jogou uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;moedinha&lt;/span&gt; de uns 50 centavos na &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;latinha&lt;/span&gt; que fez uma soada seca. Mas na vez de Joana... ela começou o jogo. Pegou a moeda e escondeu entre os dedos. Olhou fixo, fulminando as lentes dos &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;óculos&lt;/span&gt; escuros dele. E se negou por alguns segundos a entregar. A &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;estátua&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;não&lt;/span&gt; respondia. &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;Não&lt;/span&gt; esboçava sorriso. Joana segurou a moeda bem na altura dos olhos dele. Não disse nada. Ele continuou &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;imóvel&lt;/span&gt;. Seu pensamento fixo no som da moeda. Seu corpo querendo logo executar friamente e mecanicamente os passos ensaiados do agradecimento, lucrar. E nada de Joana ceder. Desafiante, brincava de seduzir. Finalmente Joana entendeu o que estava fazendo e quis chutar a canela dele... Quase o fez mas o irmão a convenceu a entregar logo a moeda... para ver o que acontecia depois. Ela fez menção de roubar a moeda para si... Quando finalmente a jogou, &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;tímida&lt;/span&gt;, corando. Nada aconteceu de imediato. Nem um movimento.Por pouco &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;não&lt;/span&gt; pegou a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_28"&gt;moedinha&lt;/span&gt; de volta. Ficou decepcionada. Então era essa a resposta ao amor? Aí uma criança de colo chorou. A fila do sorvete andou e Joana se moveu com os olhos tristes. A &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_29"&gt;estátua&lt;/span&gt; lentamente agradeceu ao &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_30"&gt;irmão&lt;/span&gt; tirando o &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_31"&gt;chapéu&lt;/span&gt;, tão lenta quando a sensação da tarde. Tentou acalmar a criança estendendo a mão, sendo que a criança chorou ainda mais. E finalmente encarou Joana, com os gestos "enferrujados" de quem esqueceu o amor, &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_32"&gt;tímida&lt;/span&gt; esticou a &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_33"&gt;mão&lt;/span&gt; oferecendo uma flor de ar. Joana baixou os olhos, não soube onde por as mãos, a flor e o coração. Tomou o segundo sorvete da tarde, pulou e correu pela praça até cansar e deu adeus a cidade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2511170023009692551-1119596563503337429?l=quatrocantosdemundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quatrocantosdemundo.blogspot.com/feeds/1119596563503337429/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2511170023009692551&amp;postID=1119596563503337429&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2511170023009692551/posts/default/1119596563503337429'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2511170023009692551/posts/default/1119596563503337429'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quatrocantosdemundo.blogspot.com/2008/03/uma-flor-de-ar.html' title='Uma flor de ar'/><author><name>acende um versinho</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2511170023009692551.post-6915466472270269385</id><published>2008-03-04T18:30:00.000-03:00</published><updated>2008-03-04T18:33:27.118-03:00</updated><title type='text'>versículo</title><content type='html'>&lt;p align=justify&gt;foi assim: deus criou o mundo, com seus rios extensos, suas montanhas grossas, seus ventos fortes. enfim, encheu tudo de terra, água e ar, caprichando aqui e ali e inventando formas. tudo certinho, no ponto. equilíbrio. e o fogo? o fogo deixou para o homem, que criou assim, sem pensar muito, só pra ver algo circulando "por vontade própria".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;passou algum tempo e aquele jogo já começava a encher. faltava alguma coisa. então deus, poeta que é, resolveu criar o paraíso e batizou de mulher. pôs um cheiro... um jeito... pôs olhos fundos com mais mistérios que o mar. pôs sobre os cuidados da lua. e pôs tanta vida ali que achou por bem ceder o dom de gerá-la. criou a ironia, o jogo, a mágica. tudo, assim, perfeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;coitado do homem, a essa altura já feito. como é bobo, coitado. baba tentando aprender a decifrar todos os códigos. e como é babaca! ele é assim, quando não tem o que quer subestima. e convence alguns colegas de que são superiores. alguns. outros as seguem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e para chegar ao paraíso é preciso redimir-se. deixar de ser homem e tornar-se humano. feito criança que pede colo com sono, aconchego no frio e ombro no choro.  miúdo, pequeno, pequeno... só assim é possível alcançar o paraíso, fazer com que ele o ame. e para isso é preciso apaixonar-se e deixar que o resto se faça. entregar-se derretido nas mãos do destino que acolhe e ama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;deus criou o paraíso e pôs o nome de mulher. e achou aquilo tão perfeito que se fez numa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;foi assim que foi. é assim que é.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2511170023009692551-6915466472270269385?l=quatrocantosdemundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quatrocantosdemundo.blogspot.com/feeds/6915466472270269385/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2511170023009692551&amp;postID=6915466472270269385&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2511170023009692551/posts/default/6915466472270269385'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2511170023009692551/posts/default/6915466472270269385'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quatrocantosdemundo.blogspot.com/2008/03/versculo.html' title='versículo'/><author><name>Daniel Farias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08232299200197980527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-kZo7Ow4zgyw/TVQkmMdWZDI/AAAAAAAAAMI/xb0Ll22nKXs/s220/Dan_MairaLins1.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2511170023009692551.post-5503538292070370426</id><published>2008-03-03T18:08:00.000-03:00</published><updated>2008-03-03T18:09:27.170-03:00</updated><title type='text'>Entre a inspiração e a expiração</title><content type='html'>Encontra poeira dele dançando entre seus ares, cintilando fluida e leve. Em encontros descabidos e mal-estruturados esse sopro chega até ela. Mil partículas de sonho, esparramadas pelo vento. Ao redor de seu corpo um redemoinho cintilante de bocas e risos, perdido entre vontades e invenções, fantasias desfarçadas.&lt;br /&gt;E ela dentro, de olhos cerrados, a sentir o arrepio subir pelo dorso, dançando boba e rindo, coberta inteira por todo o envoltório de luz cintilante que a conduz por esses passos inesperados. Um redemoinho gigante de sensações leves e gosto de fruta doce, saindo do pé, andando pelo mundo de lá pra cá, sem fazer sentido, nem hora, sem programar o próximo estado.&lt;br /&gt;Só essa fluidez de partículas de luz cintilantes, conduzindo uma dança incompreensível, sob sensações e vontades ... E seu corpo manso dentro que se deixa e dança até o "não sei quando" chegar.&lt;br /&gt;E ela é.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2511170023009692551-5503538292070370426?l=quatrocantosdemundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quatrocantosdemundo.blogspot.com/feeds/5503538292070370426/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2511170023009692551&amp;postID=5503538292070370426&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2511170023009692551/posts/default/5503538292070370426'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2511170023009692551/posts/default/5503538292070370426'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quatrocantosdemundo.blogspot.com/2008/03/entre-inspirao-e-expirao.html' title='Entre a inspiração e a expiração'/><author><name>Fernanda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14557933266976378945</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_ppOH8Mk44Os/SNm_B9Z1hsI/AAAAAAAAAA8/wPxHLEHAU5w/S220/DSC_1070.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2511170023009692551.post-1327263515944029146</id><published>2008-03-01T01:01:00.002-03:00</published><updated>2008-03-01T01:08:10.255-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_NrkMS2r3Fpg/R8jWk11tJFI/AAAAAAAAAC0/21fDfb0SG7s/s1600-h/on%C3%A7a+copy.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_NrkMS2r3Fpg/R8jWk11tJFI/AAAAAAAAAC0/21fDfb0SG7s/s320/on%C3%A7a+copy.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5172620100450985042" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;                             &lt;p class="MsoNormal"&gt;Ele era de Juazeiro. Do norte. Ela também. Do Sul. E ele nem sabia dela. Sabia de cantoria, de reisado, sabia xilografar e gostava do Padim e do Icasa. Ela? Por enquanto não vou falar dela, e sim dele.&lt;br /&gt;Gostava demais de sua vida, e por conseqüência, adorava é claro, a vida. E por ser tão alegre, contente, fazia com que coisas assim estivessem sempre por perto. E por assim dizer era um cara popular e alegre. E por ser tão alegre ele também achava aquele sertão muito alegre.&lt;br /&gt;Tinha por ele dezenas de meninas atrás. Tinha mais uma meia dúzia que não queria ver nenhuma menina atrás. E tinha mais umas duas que de tanto amar já nem ligavam mais...&lt;br /&gt;E ele desceu do sertão e veio pra Juazeiro. Quase que fica por Pernambuco, terra de Danieis e Alceus, mas parece que o destino lhe quis lá na Bahia.&lt;br /&gt;E foi por lá mesmo que ele conheceu aquela uva do São Francisco. Regada gotinha a gotinha, não tinha cara de carranca, e nem andava com(o) as piranhas. Não que isso desagradasse ao rapaz...ele até gostava. Não agüentava ver uma piranha... e se tivesse cara de carranca, então!&lt;br /&gt;Mas aquela baiana lhe tirou mesmo do sério. Cara de linda. Veio calada, onça pintada. Passo por passo, olhando pra baixo; disse oi, beijou seu rosto e saiu.&lt;br /&gt;Não é dizer que foi estranho, mas o que poderia querer ela com um vira-lata daquela estirpe? Sabia de onde veio? Talvez ninguém nunca saiba responder...&lt;br /&gt;E era só se distrair que vinha a pensar nela, e sempre-sempre no final, no crepusculo do devaneio tomava um susto pensando que aqueles olhos de onça tavam a te lapiar o couro, ou então a te lamber o corpo. Mas não tavam...&lt;br /&gt;A onça pintada nem sabia de nada. De instinto e inpirada deu um beijo e saiu. E o cachorro bandido ficou na estrada. Com os olhos fechados de um súbito arrepio.&lt;br /&gt;Pois a uva já sabia dele. Sabia também costurar, cozer e catar feijão. Cozinhar, ainda não, mas gostava de arroz-com-piqui. O olhar era agateado, com as bolas do meio pretas e bem grandes. Quase que não tinha aquela parte branca. E olhava o cachorro bandido sem ele nem saber de nada.&lt;br /&gt;A gata não queria mais leite. Cansou. O cachorro agora queria pintas, queria enfeite. Achou. E de presente muitos outros também deu, praquela felina franciscana.&lt;br /&gt;E ninguém sabe como foi direito que se sucedeu. É como se ninguém tivesse visto o embolar daquela historia, e só o desembolar...Hoje em dia ainda se vê o cachorro vadio por lá. Ele não anda muito querido da onça não, mas em contrapartida não deixa nenhuma raposa encostar nas uvas...&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;(continua, ou não...)&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2511170023009692551-1327263515944029146?l=quatrocantosdemundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quatrocantosdemundo.blogspot.com/feeds/1327263515944029146/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2511170023009692551&amp;postID=1327263515944029146&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2511170023009692551/posts/default/1327263515944029146'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2511170023009692551/posts/default/1327263515944029146'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quatrocantosdemundo.blogspot.com/2008/03/ele-era-de-juazeiro.html' title=''/><author><name>cicero</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12391951545223488682</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_NrkMS2r3Fpg/Sa8uoLjsbkI/AAAAAAAAAFw/mRdb2fO10U8/S220/euuuu.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_NrkMS2r3Fpg/R8jWk11tJFI/AAAAAAAAAC0/21fDfb0SG7s/s72-c/on%C3%A7a+copy.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2511170023009692551.post-2086625439226848274</id><published>2008-02-28T16:14:00.007-03:00</published><updated>2008-02-28T22:13:07.523-03:00</updated><title type='text'>Confessionário</title><content type='html'>- Já disse, a mais santa de todas aqui sou eu. Maria de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Lourdes&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;Todas riram e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Lourdinha&lt;/span&gt; virou o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;copinho&lt;/span&gt; de cachaça com gosto. Subiu na mesa sem pudor entre as pernas.&lt;br /&gt;-Riam, podem rir! Mas lá no purgatório vocês vão implorar para que interceda junto à Deus e garanta suas vagas no céu ... Aí é que eu quero ver esses sorrisos amarelos pra cima de mim...&lt;br /&gt;- A gente quer é ir se divertir no inferno &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;Lourdinha&lt;/span&gt;! De vez em quando a gente te visita, porém... O que vai ter de santo pedindo que você interceda só um pouquinho por eles e faça uma festinha.... Mas a&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;lias&lt;/span&gt;... como você vai fazer pra ser santa mesmo, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;hein&lt;/span&gt;?!&lt;br /&gt;As outras moças fizeram o sinal da cruz. A &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;novata&lt;/span&gt; ainda não entendia que ninguém ali queria ir pro inferno. Estavam na "sociedade" para viver um vida simples..."duas mudas de roupa, como a fundadora"... mas essa é uma outra história. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;Lourdinha&lt;/span&gt; respondeu, certeira, enfrentando a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;novata&lt;/span&gt;, olho no olho.&lt;br /&gt;- Fácil! É só pegar todos os meus pecados e compensar com os milagres da santa. Sobra crédito. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;Tô&lt;/span&gt; no céu já. Garantida. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;Mainha&lt;/span&gt; que foi inteligente, me fez santa no &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;batismo&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;- Mas você nem sequer é &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;batizada&lt;/span&gt;, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;Lourdinha&lt;/span&gt;! Deixa de conversa ...&lt;br /&gt;- Não sou não é?! Quem te disse! &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;Batizadissima&lt;/span&gt;... Com direito a madrinha, padrinho e nome de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;batismo&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;- Só se for nome de guerra! Ora veja!&lt;br /&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;Lourdinha&lt;/span&gt; fez pouco caso, mas seu semblante mudou. Parecia preocupada. Não tinha pensado nessa problemática do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;batismo&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;Eram ainda quatro horas quando o padre João chegou para sua visita diária. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;Putas&lt;/span&gt; castas se confessam. Discreto que só ele, entrou pela porta dos fundos. Foi na cozinha pegar um copo de agua, quando foi surpreendido por &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;Lourdinha&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;-Padre João, faz favor.&lt;br /&gt;- &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;Diga&lt;/span&gt; querida.&lt;br /&gt;- Mas é segredo, viu? De não contar pra &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;ninguém&lt;/span&gt;, promete?&lt;br /&gt;- Mas veja bem o que &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;você&lt;/span&gt; vai me contar &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;Lourdinha&lt;/span&gt;! Se nem você consegue guardar esse segredo, como pedir que eu o faça, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;hein&lt;/span&gt;?!&lt;br /&gt;- Oh Padre &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;João&lt;/span&gt;! Não complica as coisas! Só me faz um favor, bem depressa e escondido. Me &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;batiza&lt;/span&gt;. Só falta isso para virar santa.&lt;br /&gt;Padre &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;João&lt;/span&gt;, caindo de amores por &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_28"&gt;Lourdinha&lt;/span&gt; fez que ia rir... ela interrompeu qualquer possibilidade de riso.&lt;br /&gt;-Ou me &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_29"&gt;batiza&lt;/span&gt; ou vai embora e é agora mesmo.&lt;br /&gt;Padre &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_30"&gt;João&lt;/span&gt; tentou dizer que se acalmasse, se aproximou aos poucos, mas ela, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_31"&gt;arredia&lt;/span&gt;, &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_32"&gt;aumentou&lt;/span&gt; o tom de voz&lt;br /&gt;- E se você não fizer o que eu to pedindo... nunca que eu vou deixar meu Deus lhe receber no céu. Assim que eu virar santa ponho seu nome no livro e te &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_33"&gt;proíbo&lt;/span&gt; de entrar. Entendeu Padre João?!Ouça o que eu digo. Se &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_34"&gt;não&lt;/span&gt; for &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_35"&gt;você&lt;/span&gt; vai ser qualquer outro e como quem &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_36"&gt;batiza&lt;/span&gt; santa já é, quase automaticamente, santo... veja a oportunidade que vai perder!&lt;br /&gt;Padre João, doido que era por &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_37"&gt;Lourdinha&lt;/span&gt;, só não tão doido para perder a batina, a vaga no céu ou a chance de ser santo, colocou um pouco de agua no &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_38"&gt;copinho&lt;/span&gt; de cachaça que &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_39"&gt;Lourdinha&lt;/span&gt; segurava, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_40"&gt;abençou&lt;/span&gt; a agua e a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_41"&gt;batizou&lt;/span&gt;:&lt;br /&gt;-Maria de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_42"&gt;Lourdes&lt;/span&gt;, em nome do pai, do filho e do &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_43"&gt;espírito&lt;/span&gt; santo.&lt;br /&gt;A noite já caia e Padre João precisava correr para rezar a missa das seis. O sermão sobre Maria Madalena lhe trouxe sonhos à noite.&lt;br /&gt;Às seis e meia &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_44"&gt;Lourdinha&lt;/span&gt; recebeu o velho &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_45"&gt;Amaranto&lt;/span&gt; no seu quarto.&lt;br /&gt;Ele doido para &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_46"&gt;vê&lt;/span&gt;-la pecando, quando soube que a moça seria santa a pegou no colo e disse:&lt;br /&gt;- Venha minha santinha, venha, que quero ver você fazer milagre dos meus pecados.&lt;br /&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_47"&gt;Lourdinha&lt;/span&gt; riu, tranquila, depois acendeu uma vela, não sem antes derramar a cera no velho &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_48"&gt;Amaranto&lt;/span&gt;, penitência pelos pecados e a colocou no altar, iluminando o sorriso da santa. Quase tão &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_49"&gt;mistérioso&lt;/span&gt; quanto o de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_50"&gt;Lourdinha&lt;/span&gt;... talvez também houvesse outra santa antes dela.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2511170023009692551-2086625439226848274?l=quatrocantosdemundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quatrocantosdemundo.blogspot.com/feeds/2086625439226848274/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2511170023009692551&amp;postID=2086625439226848274&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2511170023009692551/posts/default/2086625439226848274'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2511170023009692551/posts/default/2086625439226848274'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quatrocantosdemundo.blogspot.com/2008/02/confessionrio.html' title='Confessionário'/><author><name>acende um versinho</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2511170023009692551.post-7226393104411757509</id><published>2008-02-26T09:06:00.001-03:00</published><updated>2008-02-26T09:07:34.529-03:00</updated><title type='text'>faz</title><content type='html'>me aparece, me impele, me entorta e me entorpece. &lt;br /&gt;me envolve,  me solta, me acende e me devolve.&lt;br /&gt;me enlaça, me enseja, me beija e me abraça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;então desimpeço.&lt;br /&gt;me dispo e me disponho.&lt;br /&gt;despo s s u o  -  m  e.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;suo frio.&lt;br /&gt;sôo diferente.&lt;br /&gt;sou.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2511170023009692551-7226393104411757509?l=quatrocantosdemundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quatrocantosdemundo.blogspot.com/feeds/7226393104411757509/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2511170023009692551&amp;postID=7226393104411757509&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2511170023009692551/posts/default/7226393104411757509'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2511170023009692551/posts/default/7226393104411757509'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quatrocantosdemundo.blogspot.com/2008/02/faz.html' title='faz'/><author><name>Daniel Farias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08232299200197980527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-kZo7Ow4zgyw/TVQkmMdWZDI/AAAAAAAAAMI/xb0Ll22nKXs/s220/Dan_MairaLins1.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2511170023009692551.post-3937725196377167714</id><published>2008-02-22T10:42:00.002-03:00</published><updated>2008-02-22T10:44:56.419-03:00</updated><title type='text'>Alhures</title><content type='html'>Percorro espaços que não são meus&lt;br /&gt;Em verdade, nada aqui me pertence&lt;br /&gt;Assim como eu pertenço a nada&lt;br /&gt;O que me enlouquece&lt;br /&gt;Em paralelo,  aquece:&lt;br /&gt;Não ter responsabilidade sobre o ser&lt;br /&gt;Não sofrer por aqui não caber&lt;br /&gt;E eu sou toda invasão dos outros&lt;br /&gt;Busca incessante de identidade de mim&lt;br /&gt;Em pequenas frestas esquecidas,&lt;br /&gt;Abertas.&lt;br /&gt;Invado sem escrúpulos:&lt;br /&gt;Suas roupas&lt;br /&gt;Seus gestos&lt;br /&gt;Seu cabelo&lt;br /&gt;Tudo o que não é meu&lt;br /&gt;Certa que sou de que não há nada aqui há tempos,&lt;br /&gt;Me debruço em fantasias&lt;br /&gt;Sem remetentes,&lt;br /&gt;Que me comovem em &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;sutis&lt;/span&gt; lembranças&lt;br /&gt;Do que não mais é.&lt;br /&gt;Não decifro.&lt;br /&gt;Não desenrolo.&lt;br /&gt;Só &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;desaconteço&lt;/span&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2511170023009692551-3937725196377167714?l=quatrocantosdemundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quatrocantosdemundo.blogspot.com/feeds/3937725196377167714/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2511170023009692551&amp;postID=3937725196377167714&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2511170023009692551/posts/default/3937725196377167714'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2511170023009692551/posts/default/3937725196377167714'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quatrocantosdemundo.blogspot.com/2008/02/alhures.html' title='Alhures'/><author><name>Fernanda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14557933266976378945</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_ppOH8Mk44Os/SNm_B9Z1hsI/AAAAAAAAAA8/wPxHLEHAU5w/S220/DSC_1070.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2511170023009692551.post-5024411428211607279</id><published>2008-02-21T09:35:00.008-03:00</published><updated>2008-02-21T09:59:37.041-03:00</updated><title type='text'>Qual o doce mais doce?</title><content type='html'>As bruxas conversavam.&lt;br /&gt;-Experimenta o meu veneno.&lt;br /&gt;Pingou uma gotinha na língua.&lt;br /&gt;-É doce...não pode ser veneno.&lt;br /&gt;- Ah é?!Então, experimenta beber perfume de flores para ver se a doçura não mata.&lt;br /&gt;-Mata nada. Oque mata é o alcool... e não a essência.&lt;br /&gt;-Então come trinta bombons pra ver se não morre...&lt;br /&gt;-Não de doçura...&lt;br /&gt;-Pois, quer apostar que te mato com doçura?&lt;br /&gt;-Duvido. Duvido. Duviiii...&lt;br /&gt;-Ei, não repete três vezes que você sabe que quando fazemos feitiço três vezes é a conta certa. E não estou disposta a ter uma dúvida passeando aqui pela sala... dá um trabalhão depois. É pior do que dragão.&lt;br /&gt;-Mas então... prova que me mata com doçura.&lt;br /&gt;-Ah! Agora fiquei com preguiça...depois.&lt;br /&gt;-Tá vendo! Não pode! Não pode! Não pooo...&lt;br /&gt;-Eiiii.... segura essa boca! Que mania de atrair complicações! Já te disse repitiu 3 vezes e pumba... lá vem a impossiblidade... aquele bicho gigante... pra se livrar depois da um trabalhooo&lt;br /&gt;-Ai, você é muito chata, viu? Nunca vi!&lt;br /&gt;-Viu sim! Aqui óó! Mas tá certo então... te ensino o meu veneno doce.&lt;br /&gt;A bruxa abre um frasquinho e joga no caldeirão. A outra bruxa observa atenta.&lt;br /&gt;-Pois então... toma do meu veneno.&lt;br /&gt;-Mas... você disse que mata... ai eu vou acabar morrendo se for verdade... não quero pagar um preço tao alto pela minha descrença. Que medo, que medo, que meeee...&lt;br /&gt;-Psiuuuuuu... não repete! Esse tal de medo é muito carente... ele começa pequenininho e de repente você nem mais sai de casa para ficar cuidando dele. Prometo que se você morrer de doçura eu te trago a vida de novo.&lt;br /&gt;-Hum, tá certo então. Mas promete, promete, promete???&lt;br /&gt;-Prometo, prometo, prometo. Pronto, não tem volta. Tá ali o compromisso já sentado no sofá!&lt;br /&gt;Gut Gut Gut&lt;br /&gt;-Ahhhh... me sinto tão bem com esse seu veneno! Nem parece veneno. Me sinto tãoooo....doce!&lt;br /&gt;-Te dou três dias e a doçura acaba contigo.&lt;br /&gt;-Mas como? Não pode ser! É tão bom ser doce... até Merlin o gato veio me fazer carinho atraido pela minha doçura.&lt;br /&gt;-Doce ilusão.&lt;br /&gt;-Leite, gato Merlin? Claro que eu providêncio leite para você, novelo de lã,sim claro!Quer carinho? Sim sim!&lt;br /&gt;Três dias depois.&lt;br /&gt;-Compromisso. Chama a bruxa para me salvar. Estou me sentindo tão fraca,cansada...estou tão enjoada que parece que comi uma barra inteira de chocolate branco sozinha.&lt;br /&gt;-Pessoas doces acreditam em promessas... Promessas e compromissos não são sempre cumpridos. Estou tão ocupado agora com outras coisas, bruxa doce, que você ficará para segundo plano.&lt;br /&gt;-Mas... em voce eu acreditei Sr Compromisso, em você depositei a minha vida. Se você não chamar a bruxa eu morro de doçura. Não aguento mais. Me sinto mais doce e enjoada que chocolate quente.&lt;br /&gt;-Olha, vou te dar uma dica bruxa doce. Seja doce... mas nao seja excessivamente doce.Olha... não vou poder te ajudar não bruxa doce...estou cheio de outros compromissos inadiaveis.&lt;br /&gt;-Tudo bem Sr compromisso, eu entendo o seu lado... Estou agradecida pelo conselho... espero hoje ainda ter vida para por em prática... Bruxa, Bruxa, Bruxaaa&lt;br /&gt;-Ai Meus Deuses! Quase não da tempo de me enrolar na toalha.&lt;br /&gt;-Desculpe, amiga bruxa, mas preciso de você.&lt;br /&gt;-Ah! Bruxa doce! Mas você é muito da enjoada, viu?! Não vê que está me atrapalhando! Estou lá, animada na minha cantoria no banheiro e voce me chama porque tá morrendo de doçura.... Ah! Me poupe viu??&lt;br /&gt;-Mas Dona Bruxa, me desculpe o incoviniente...mas só posso contar com você...&lt;br /&gt;-Comigooo??? Nao nao na...ops... não quero o não aqui em casa hoje... ele demora muito pra se tocar da hora de virar sim...&lt;br /&gt;-Tudo bem , Dona Bruxa... morrerei de doçura... aqui quietinha, resignada no meu canto, sem ninguém nem notar. Não quero incomodar mais ninguem... Desculpem por existir...&lt;br /&gt;A outra bruxa desapareceu e a bruxa doce começou a chorar. Suas lágrimas eram tão, tão, tão doces que as formigas começaram a devora-la e ela sem coragem de reagir foi feita de almoço.&lt;br /&gt;-Ai ai ai... Onde será que anda a bruxa doce?? Sai dai Gato Merlin! Ossos??? Será??... Tomara que ainda dê tempo. Preciso tanto da companhia da bruxa... doce ou não... não suporto viver só nesse casa.&lt;br /&gt;Então a bruxa recolheu os ossos, os limpou, removendo o resto de doçura e colocou um por um no caldeirão. Completou o caldeirão com muitas batatas doces e...&lt;br /&gt;-Ai, que caldeirão pequeno!!! Me tira daquiiiiii...&lt;br /&gt;-Bruxinha! Queria amiga bruxaaa... que bom ter voce de volta!!&lt;br /&gt;-Doce de batata doce? Há quanto tempo não vejo isso aqui em casa! Que forma mais inusitada de quebrar um feitiço!&lt;br /&gt;-Pois é... não sabia como fazer...então achei que as batatas doces, do doce mais doce, talvez neutralizassem sua doçura! Acho que funcionou! Mas então, como foi ser doce?&lt;br /&gt;-Foi assim... docemente mortal! Mas sabe bruxa... o que mata não é a doçura não, não é a essência que mata... é o alcool... e no final arsênico parece açúcar. Vai um cafézinho?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2511170023009692551-5024411428211607279?l=quatrocantosdemundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quatrocantosdemundo.blogspot.com/feeds/5024411428211607279/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2511170023009692551&amp;postID=5024411428211607279&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2511170023009692551/posts/default/5024411428211607279'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2511170023009692551/posts/default/5024411428211607279'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quatrocantosdemundo.blogspot.com/2008/02/qual-o-doce-mais-doce-ou-aucar-parece.html' title='Qual o doce mais doce?'/><author><name>acende um versinho</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2511170023009692551.post-8670641524222598993</id><published>2008-02-19T01:15:00.001-03:00</published><updated>2008-02-19T01:15:47.254-03:00</updated><title type='text'>Calma</title><content type='html'>Uma poesia, uma arte ou uma crônica? Não sei, tanto que deixei pra colocar o título por último, como manda o figurino e a minha professora da 4ª serie no Universo do Guri.&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tinha mais de 2 meses que eles nem se viam. Pelo telefone estavam se falando cada vez menos. Tudo bem que o melhor para os dois era se afastarem; mas até hoje eu tenho dúvidas se eles conseguiriam, não fossem os 40Km que separavam as suas casas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Antiromântico e antipoético uma estrada separar dois corações. Ainda mais em tempos atuais, onde os que prezam pelo romance fazem as mais inusitadas coisas para impressionar e mostrar que o amor rompe barreiras, alem daqueles que em contrapartida desistem dessas coisas de flores, etc...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas foi assim mesmo que tudo aconteceu. A menina tava triste, com dúvidas no seu coração. Sabia até que era capaz de resolver aquilo tudo, mas não sabia se queria. Como seria possível isso, se tudo o que ela mais queria era ele alí? Para ele, era ela pra tudo. Pra quando tava triste... qualquer tipo de tristeza. Para quando tava feliz, simplesmente morrendo de saudade. Até pra quando tava embriagado, quando sua risada parecia boba, mas quando era mais sincero e dizia até que lhe amava. E para ela, ele tambem era tudo. Tudo que fazia ela sorrir, que fazia ela descansar, que fazia ela sentir uma forma verdadeira de amor.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E nos contratempos da vida ela resolveu mudar. Talvez o problema tenha sido esse. Talvez se ele tivesse resolvido mudar... mas não foi. Ela resolveu mudar. Fez na sua cabeça uma lavagem cerebral daquelas que nos autofazemos quando queremos nos convencer de uma coisa que não achamos, sabe? Pois é. Começou a achar que o amor declarado perante litros de cerveja era a mentira que não conseguia dizer quando estava sobrio. Começou a achar que a afinidade era forçada e que ele nem tinha tanto a ver com ela. Começou até a achar que o amor que existia entre os dois, e que pelo menos aquilo era real, não passava de mais uma forma que o charlatão usou para prendê-la. E tudo começou a desandar...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E foi assim que se desaproximaram... que os 40 Km tornaram-se uma viagem... que até a cor das suas cútis era um sinal de disparidade.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E foi numa madrugada dessas que ele resolveu se despedir. E eles se despediram. Obviamente que foi numa madrugada de lua cheia. Acho até que não foi coincidência. Acredito que a lua o animou. Telefonou e ela antes de atender pensou que ele estava bebado. Após ela se mostrar tendenciosa a aceitar uma visita sua, ele pediu 5 minutos, dizendo que ligava rapidamente, que ia apenas fazer xixi. Botou uma roupa, passou o perfume que ela gostava e entrou no carro naquele comecinho de madrugada. Ligou denovo só do carro, acho até que cumprindo o prazo prometido. E ela só acreditou que ele estava enfrentando os 40 Km quando ele businou muito, até ela pedir pra ele parar! Desligaram e cada um curtiu a mesma ansiedade que tiveram da primeira vez que se encontraram. Nos dois o sentimento de não caber em si de alegria. Uma alegria de ver o amor, de saber que o amor ta chegando e que são so minutinhos que os separam. Mas, interrompidamente vinha tambem a certeza de que seria a ultima vez... E foi. A noite foi maravilhosa pros dois, o beijo, os carinhos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não mais se viram. Uma troca de telefonemas de 3 minutos na data dos aniversarios e nada mais. E de vez em quando algumas lembranças que os fazem se lembrar de tudo e até escrever textos em prosa, dizendo que é crônica.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2511170023009692551-8670641524222598993?l=quatrocantosdemundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quatrocantosdemundo.blogspot.com/feeds/8670641524222598993/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2511170023009692551&amp;postID=8670641524222598993&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2511170023009692551/posts/default/8670641524222598993'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2511170023009692551/posts/default/8670641524222598993'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quatrocantosdemundo.blogspot.com/2008/02/calma.html' title='Calma'/><author><name>cicero</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12391951545223488682</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_NrkMS2r3Fpg/Sa8uoLjsbkI/AAAAAAAAAFw/mRdb2fO10U8/S220/euuuu.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2511170023009692551.post-5984711993829370460</id><published>2008-02-15T14:14:00.011-03:00</published><updated>2008-02-16T09:15:26.370-03:00</updated><title type='text'>Carta</title><content type='html'>Querida,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;As cerejas aqui estão doces. Estou saindo muito para passear. A vida na vila continua como você a conheceu, aquela calmaria... De manhã cedo é ainda escuro, depois vem a névoa que embranquece todo o horizonte e esconde o topo da montanha, bem na frente da janela da sala de jantar. Mas a noite só vem bem tarde, quase quando já temos sono, bem na hora de tomar uma sopa, jogar baralho e deitar para dormir. Nos domingos tem a missa. O padre ainda coloca todas as crianças no altar para distrai-las. A missa continua breve, a igreja de pedra fria. No final levo umas flores para sua vó. Sinto saudades da rede na varanda, do calor e das conversas. Do mais, aqui me basta. Devo admitir que preparar-me para uma vida assim não estava nos meus planos por agora, mas como você bem sabe, quero organizar tudo muito bem antes de ir e aqui me parece um bom lugar para amenizar despedidas. Semana passada, porém, aconteceu algo que me deixou meio perplexo. E te conto por que sei que você é a única que entenderia. Chegou um forasteiro, seguindo o caminho de Santiago de Compostela . Estava no Cruzeiro, era de tardezinha e eu tinha ido de bicicleta, tentando passar o tempo. Até ri lembrando de quando vinhamos passear, quando você era bem pequena e ficava imaginando encontrar um filhote de urso para levar para casa... e eu sempre te pegava no colo, te punha de cabeça para baixo e falava que era mais fácil achar um filhote de javali! Você saia correndo, rindo... mas ficava sempre perto dos nossos olhos com medo do javali aparecer! Funcionou por algum tempo, lembra?! Até você decidir que medo não existia. Já tem tantos anos isso! Uns 15? 16? Mas voltando ao assunto, para não me alongar muito nessa carta. Apareceu um forasteiro na vila e o encontrei lá no cruzeiro. Ele tinha uma aparência suja, embora de olhar muito carinhoso. Já estava perto de anoitecer e me perguntou se havia algum lugar onde podia se hospedar antes da noite cair. Eu não ri, porque não riu para estranhos, mas disse que podia dormir no palheiro, que era o lugar mais confortavel que encontraria naquelas redondezas e imaginei que ele entenderia a piada. Ele não percebeu que estava brincando e aceitou minha sugestão. Descemos juntos a rua de pedra, ele voltando o caminho que tinha avançado e eu empurrando a bicicleta. Não trocamos uma só palavra, mas ele ganhou minha simpatia. Já não sabia mais para onde leva-lo, já não existem palheiros aqui como antigamente. Então o trouxe para casa. E é isso querida, que preciso contar-te, o forasteiro ficou. Já tem dois dias que vem dormir. Passa a tarde inteira no rio gelado e volta quando escurece trazendo as garrafas cheias de agua da fonte, cerejas e sempre uma nova história. Me perguntou se podia ficar uns dias, que estava cansado, que me pagava bem... e eu não pude negar... aceitei.... Não sei, mas acho que atras daquela barba suja... é seu tio. Não conte para os outros... as vezes o coração quer acreditar. Sei que não passo perigo, então fique tranquila e mande beijos para os seus.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2511170023009692551-5984711993829370460?l=quatrocantosdemundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quatrocantosdemundo.blogspot.com/feeds/5984711993829370460/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2511170023009692551&amp;postID=5984711993829370460&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2511170023009692551/posts/default/5984711993829370460'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2511170023009692551/posts/default/5984711993829370460'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quatrocantosdemundo.blogspot.com/2008/02/era.html' title='Carta'/><author><name>acende um versinho</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2511170023009692551.post-6368626435709624888</id><published>2008-02-15T10:21:00.001-03:00</published><updated>2008-02-15T10:21:59.213-03:00</updated><title type='text'>"Quando olhaste bem nos olhos meus..."</title><content type='html'>Acordou ainda zonza do que vivera na noite passada. Não sabia administrar esses pequenos vícios humanos, há um tempo se adaptara ao que de costume a lei permite, mas é confuso, às vezes, pensar que a lei, que foi inventada, pode autorizar pensamentos interessantes sobre a possibilidade de se perder a consciência. E era isso que buscava, já sabia. Perder a consciência mesmo que por algumas horas, sem que causasse um dano a sua integridade moral, porque, assumemos, não passa de uma questão moral, e nesses instantes milagrosos de meia ausência de censura, achar-se imensa, escapando por todos os poros e flutuando entre desejos, olhares, toques e gozos.&lt;br /&gt;Mas era interdição. Todo o resto era interdição e o que lhe restava causava enjôo, não dava certo todas as vezes, causava sono também, e vez ou outra sua pressão despencava nos andares da alma... Dessa última conseqüência não reclamava, sentia como mais uma forma de se abster do consciente.&lt;br /&gt;Fora a vontade que lhe tomava todas as vezes que existia a possibilidade de não se medir, era só cautela. Vivia escondida nos meandros de si mesma, querendo que outros a vissem sem precisar se mostrar, querendo ser uma lente transparente que chamasse atenção pelo cheiro, pelos gestos e pelo jogo dos olhos. Mas sem precisar se desdobrar em palavras e nomes e títulos e glórias. Queria o reconhecimento da beleza singular de todas as almas, em sua sutil singularidade de ser banal... quando, de todo modo, nunca se é; queria olhos que se voltassem até ela pelo perfume de sinceridade que queria exalar para o mundo, não uma sinceridade dessas que fala demais, mas só a simplicidade de não ter que provar. E sempre que procurava exalar-se de si, era na tentaiva de deixar essa mistura transparecer a outros olhos e aos seus mesmos.&lt;br /&gt;Pois bem, havia então o estrangeiro esquisito, e ele dava calafrios por prestar atenção demais. Estava atento a cada detalhe, a cada cor que ela usava, nos modos que cruzava as mãos e as pernas, no jeito em que tocava o cabelo, na expressão dos olhos e no suor que corria sempre que ficava tímida. Era estranho porque eles pouco se conheciam, ela pouco o conhecia, ela quase não o via, e ele parecia saber tanto, era como se ele pudesse desvendar nela o que ela queria que o mundo visse. Eram os detalhes. O mundo é composto de detalhes, ela semrpe pensou, mas ele tornava isso real. E não havia nenhuma ligação entre os dois, não havia afeto, não como de costume, havia uma curiosidade assustadora, e ela se sentia lida por ele, mesmo sem trocar mais de uma dúzia de palavras. Aquele estrangeiro que ela não sabia de onde vinha lhe causava a sensação que queria ter quando se embriagava, sem nunca se embriagar. Ele era a personificação do que ela queria dos outros . Era um simples jogo de ego. Era só isso e assustava por ser o reflexo que ela queria de seu próprio ego. Ela era, através da fala dele, a representação do que ela queria ser para os outros, então de algum modo ele provava que tudo que o que ela desejava quando bebia, podia existir. Sim, se alguém podia capturar aquela fotografia, aquele filme que ele conseguia dela, é porque de algum modo ela conseguia exalar aquele perfume. E era simples para ele demonstrar isso, apesar de mal se conhecerem, de não existir o comum afeto e de ser assustador.&lt;br /&gt;E então, quando seu desejo se via refletido e reproduzido por aquele corpo estrangeiro, ela não sabia mais ser e acordava em ressaca da noite anterior.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2511170023009692551-6368626435709624888?l=quatrocantosdemundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quatrocantosdemundo.blogspot.com/feeds/6368626435709624888/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2511170023009692551&amp;postID=6368626435709624888&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2511170023009692551/posts/default/6368626435709624888'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2511170023009692551/posts/default/6368626435709624888'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quatrocantosdemundo.blogspot.com/2008/02/quando-olhaste-bem-nos-olhos-meus.html' title='&quot;Quando olhaste bem nos olhos meus...&quot;'/><author><name>Fernanda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14557933266976378945</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_ppOH8Mk44Os/SNm_B9Z1hsI/AAAAAAAAAA8/wPxHLEHAU5w/S220/DSC_1070.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2511170023009692551.post-3511263629976339981</id><published>2008-02-14T15:15:00.002-03:00</published><updated>2008-02-15T11:07:17.909-03:00</updated><title type='text'>rouco</title><content type='html'>&lt;p align=justify&gt;havia já algum tempo, ele deixara de usar relógio. de pulso. pois seu celular permanecia consigo o tempo todo. mudou sua proteção de tela para um relógio digital. um paradoxo na linha evolutiva da tecnologia: relógio de bolso. não tinha certeza se obtinha o resultado almejado: a ansiedade aumentava com toda aquela movimentação para olhar as horas. passava já das sete e meia e no entanto o trânsito em sua província com síndrome metropolitana matinha-se congestionado. não que estivesse lento, estava parado! pensava em quanto tempo havia perdido, literalmente, naquele ônibus. sem poder fazer absolutamente nada. olhou para suas pernas e mudou de idéia. descia no próximo ponto, bem distante de sua casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ah! a sensação de liberdade era incrível... com seus passos tranqüilos ele sorria enquanto ultrapassava todos os carros que berravam por suas buzinas a epidemia de estupidez. sentia pena, eles não tinham motivos para salvar seus dias. o dele havia sido iluminado pela presença de um amigo afastado, mas que tirara um dia para curtir a amizade e ser útil no que fosse preciso. haviam bebido. havia um porre de rum e uma ressaca iminente. seu rim havia trabalhado bastante até então, resolvera suar um pouco. não achava ruim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;parou de olhar os homens. tentava recuperar o olhar virginal sobre as esquinas de sua cidade, aquele olhar sempre atento e admirado com o novo que as crianças e os turistas sempre têm. subiu na bancada que boredejava a praia: um ébrio buscando o equilibrio na beira do abismo da areia branca que antecede o mar escuro e afasta o asfalto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;cantava alto, sozinho e invisível, apesar de quase louco. só ele ouvia. caminhava de olhos fechados por alguns segundos e despertava às gargalhadas. o céu clareado pela lua senhora de si. só ele viu. "deixo que o mar mergulhe em mim" gritava aos ventos que sopravam surdos enquanto abria os braços de espuma branca para acariciar a areia. tirou a camisa e refrescou o peito. "deixo que a lua me beije, me deixe!" um beijo longo estalando luz por todos os lados. só ele sentiu. correu nu para o mar recitando a poética do ritmo das cores, solta. solto. entrou no escuro e nunca mais foi visto.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2511170023009692551-3511263629976339981?l=quatrocantosdemundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quatrocantosdemundo.blogspot.com/feeds/3511263629976339981/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2511170023009692551&amp;postID=3511263629976339981&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2511170023009692551/posts/default/3511263629976339981'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2511170023009692551/posts/default/3511263629976339981'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quatrocantosdemundo.blogspot.com/2008/02/havia-j-algum-tempo-ele-deixara-de-usar.html' title='rouco'/><author><name>Daniel Farias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08232299200197980527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-kZo7Ow4zgyw/TVQkmMdWZDI/AAAAAAAAAMI/xb0Ll22nKXs/s220/Dan_MairaLins1.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry></feed>
